quarta-feira, 31 de outubro de 2012

#Especial Halloween

Hoje, como muitos devem saber, é o Halloween, o famoso Dia das Bruxas. Apesar de não ser uma data muito comemorada aqui no Brasil, uma vez que não faz parte da nossa cultura, achei interessante trazer algo para ilustrar o dia, até porque o próprio nome do blog faz uma alusão a aquela famosa frase "Doces ou Travessuras?" dita nesta data.

Para não deixar a data passar em branco, como prometido, estou dando continuação neste pequeno especial de Halloween (para ver a primeira parte clique aqui). Neste post irei mostrar alguns livros e filmes mais conhecidos sobre os temas mais recorrentes nesta data, pois quando penso em "Halloween", as primeiras coisas que me veem à cabeça são bruxas, vampiros e fantasmas.

Antes de você começar a ler o que vem a seguir, dá um play aí nesta playlist que preparei com algumas músicas para você entrar no clima.


Bruxaria
A bruxaria é a abordagem principal neste 31 de Outubro, pois além de ser o tema mais recorrente por causa do próprio nome, foi por causa das bruxas que toda essa "comemoração" começou. No entanto, não há uma origem exata que possa nos dizer como, de fato, a data acabou virando comemorativa. Mesmo assim, com o passar do tempo, a festa tornou-se popular e hoje tomou grandes proporções e é, justamente por isso, que o tema "bruxaria" é tão atraente e serviu como pano de fundo para vários livros e filmes, abordados das mais diferentes maneiras possíveis.

Livros
1. A Hora das Bruxas, de Anne Rice; Editora Rocco
2. A Descoberta das Bruxas, de Deborah Harkness; Editora Rocco
3. O Livro Perdido das Bruxas de Salém, de Katherine Howe; Editora Suma de Letras
4. As Bruxas de Eastwick, de John Updike; Editora Companhia de Bolso
5. As Bruxas de Westefield, de Gabriela Fogaça Diehl; Editora Giz Editorial
6. Celtika - O Primeiro Livro de Merlin, de Robert Holdstock; Editora Prumo
7. Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K Rowling; Editora Rocco
8. Maligna, de Gregory Maguire; Editora Ediouro


Filmes
1. As Bruxas de Salém, de Nicholas Hytner; 1996
2. A Bruxa de Blair, de Daniel Myrick e Eduardo Sanchéz; 1999
3. Jovens Bruxas, de Andrew Fleming; 1996
4. Convenção das Bruxas, de Nicolas Roeg; 1990
5. Abracadabra, de Kenny Ortega; 1993
6. Elvira - A Rainha das Trevas, de James Signorelli; 1988
7. Da Magia à Sedução, de Griffin Dune; 1998
8. Caça às Bruxas, de Dominic Sena; 2011

Extras
  • Séries de televisão sobre o tema também já foram produzidas: A Feiticeira, Sabrina - A Bruxinha Adolescente, Charmed, The Secret Circle, Eastwick, Merlin e outras.
  • Nos desenhos animados podemos encontrar várias bruxas, desde as boazinhas até as mais malvadas. Quem se lembra da Feiticeira Faceira, bruxinha do desenho de Hanna Barbera?


Vampirismo
A abordagem sobre os seres místicos chamados vampiros já existe há bastante tempo, tendo até uma obra clássica e consagrada. Apesar disso, foi de uns tempos para cá que temas abordando o mundo vampírico entraram mais em evidência. É inevitável falar que muitos foram os livros lançados (ou relançados) ultimamente, desde os vampiros mais sanguinários até aqueles mais "humanos", que gostam de beber sangue de animal. Há vampiro para todos os gostos: para os mais românticos e para os que adoram uma grande fantasia regada a terror e erotismo.

Livros
1. Dráculo - O Vampiro da Noite, de Bram Stoker; Editora Martin Claret
2. Entrevista Com o Vampiro, de Anne Rice; Editora Rocco
3. Os Sete, de André Vianco; Editora Novo Século
4. A Hora do Vampiro, de Stephen King; Editora Arqueiro
5. Vampiros em Nova York - Os Primeiros Dias, de Scott Westerfeld, Editora Galera Record
6. Diários do Vampiro - O Despertar, de L. J Smith; Editora Galera Record
7. Crepúsculo, de Stephenie Meyer; Editora Intrínseca
8. House of Night - Marcada, de Pc. Cast e Kristin Cast; Editora Novo Século


Filmes
1. Nosferatu, de F. W. Murnau; 1922
2. Anjos da Noite, por Len Wiseman; 2003
3. Buffy - A caça-vampiros, de Fran Rubel Kuziu; 1992
4. Os Garotos Perdidos, de Joel Schumacher; 1987
5. 30 Dias de Noite, de David Slade; 2007
6. Vampiros de John Carpenter, por John Carpenter; 1998
7. Blade - O Caçador de Vampiros, de Stephen Norrington; 1998
8. Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson; 2008

Extras
  • No Brasil foram produzidas duas novelas sobre vampiros: Vamp (1991) e O Beijo do Vampiro (2002)
  • Existem várias séries de televisão sobre o tema, algumas baseadas em livros e outras originais, como: True Blood, The Vampire Diaries (baseado no livro de L.J Smith, postado ali em cima), Moonlight, Buffy (baseado no roteiro do filme já postado), Being HumanSplit, entre outras.
  • O desenhista Maurício de Sousa, criador dos personagens de A Turma da Mônica, também criou um personagem vampiro, que foi chamado de Zé Vampir.


Fantasmagoria
Se formos levar em consideração as inúmeras publicações de livros e diversas abordagens dos temas antes citados neste post, os livros sobre fantasmas não são tão recorrentes assim ou, quem sabe, originais. De qualquer forma, é sempre bom darmos uma conferida em livros que tratam sobre o tema, pois a linguagem, na maioria das vezes, é forte e traz um terror de arrepiar, mesmo que mínimo em alguns casos. Já no cinema, podemos notar que a maioria dos filmes de terror falam a respeito de fantasmas e espíritos (muitos filmes aclamados e outros completamente trash).

Livros
1. A Volta do Parafuso, de Henry James; Editora L&PM Pocket
2. O Fantasma, de Danielle Steel; Editora Record
3. Fantasmas do Século XX, de Joe Hill; Editora Sextante
4. Histórias de Fantasmas, de Charles Dickens; Editora L&PM Pocket
5. Contos de Fantasmas, de Daniel Defoe; Editora L&PM Pocket
6. O Grande Livro de Histórias de Fantasmas, de Charlote Brontë, May Sinclair, Edith Wharton, Ruth Rendell, Angelar Carter e outras escritoras; Editora Suma de Letras
7. O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde; Editora L&PM Pocket
8. A Mediadora - A Terra das Sombras, de Meg Cabot; Editora Galera Record


Filmes

1. Poltergeist, de Tobe Hooper; 1982
2. O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan; 1999
3. Os Outros, de Alejandro Aménabar; 2001
4. O Grito, de Takashi Shimizu; 2004
5. Os Caça-fantasmas, de Ivan Reitman; 1984
6. Ghost - Do Outro Lado da Vida, de Jerry Zucker; 1990
7. Os Fantasmas se Divertem, de Tim Burton; 1988
8. Gasparzinho - O Fantasminha Camarada, de Brad Silberling; 1995

Extras
  • As séries de televisão produzidas sobre este tema foram: Supernatural, Ghost Whisperer, Dark Shadows, American Horror Story (1ª temporada), Being Human, Julie & Os Fantasmas e outras.


E aí, moçada, vocês estão esperando o quê para entrar no clima do Dia das Bruxas? Material é que não falta, não é mesmo? Espero que tenham gostado do post!



Beijos :)

sábado, 27 de outubro de 2012

#Especial Halloween: 3 autores para ler neste Halloween

O dia 31 de Outubro, mais conhecido como Dia das Bruxas (ou Halloween, como nossos amigos gringos diriam), está chegando e eu decidi fazer um pequeno especial para dar umas dicas do que podemos fazer neste período "assustador" do ano.

Começo este especial apresentando três autores que foram/são mestres em escrever histórias horripilantes e assustadoras com os mais diversos temas que você possa imaginar. Ao ler suas obras, é impossível não sentir uma certa inquietação ou um pouco de medo, pois além dos temas que dão um arrepio, a forma como escrevem são envolventes e te levam para o momento tão obscuro que descrevem.

Sei que existem muitos outros autores com essas mesmas características, mas resolvi escolher esses três por serem os nomes mais marcantes da literatura, alguns da clássica e outro da contemporânea. Fora que os três são bem semelhantes em alguns pontos, a começar por suas figuras estranhas, se é que posso colocar desta forma (olhem para as fotos deles e me digam se não dá para sentir medinho).

Edgar Allan Poe (1809 - 1849) - Foi, sem sombra de dúvidas, o maior escritor gótico norte-americano de todos os tempos, tendo influenciado inúmeros outros autores, tanto os de sua época quanto os de agora. Por fazer parte da literatura gótica, suas histórias sombrias envolvem vingança, morte, mistério, terror, fantasia e o sobrenatural, tudo isso misturado a uma frieza de sentimento, sempre mostrando uma angústia, depressão e tristeza excessiva. Escreveu vários poemas e contos e foi o primeiro a escrever contos de ficção policial e um poema em forma de narrativa, eis um dos porquês de ser tão importante para a literatura. Sua obra mais famosa, cuja qual é uma compilação de vários contos, é Histórias Extraordinárias (1840), e o seu maior destaque na área de poemas foi O Corvo (1845).


Nathaniel Hawthorne (1804 - 1864) - Este aqui tem tudo a ver com o Halloween, pois viveu na época das caças à bruxas em Salém, no Estado de Massachussetts, nos Estados Unidos (para quem não sabe, Salém é considerada a cidade das Bruxas e até hoje recebe vários turistas por causa de todas as histórias de bruxaria envolvendo o local). Por justamente estar à par dos acontecimentos daquele período e por sua família estar envolvida com a perseguição às bruxas, ele foi o mestre em escrever sobre bruxas, sem deixar de também fazer uma breve crítica à sociedade puritana da época. Seus contos misturavam bruxaria e a dicotomia pecado x pureza. Assim como Edgar Allan Poe, também fazia parte da literatura gótica, e escreveu diversos contos e alguns romances. Suas obras mais conhecidas são A Letra Escarlate (1850) e A Casa das Sete Torres (1851), mas também publicou várias coleções de contos, tais como, só para citar rapidamente, Twice-told Tales (1837) e Mosses from An Old Manse (1846).


Stephen King (1947 - ?) - Impossível não pensar neste autor e não sentir calafrios, isso porque suas histórias são extremamente horripilantes e conseguem abordar diversos temas sobrenaturais. Ele  é um dos maiores escritores de fantasia e horror da literatura contemporânea, tendo destaque com seus livros quando estes começaram a ganhar adaptações para o cinema. Apesar de sua característica principal ser escrever sobre terror, também já escreveu/escreve sobre alguns temas mais "leves", mostrando que também consegue sair de sua zona de conforto. Suas obras que alcançaram maior sucesso são Carrie (1974), A Hora do Vampiro (1975), O Iluminado (1977), A Dança da Morte (1978), A Coisa (1986) e a série que já dura anos, A Torre Negra (1982), cujo último livro será lançado em 2012.


Agora é só escolher qual deles você se interessou mais, pegar um destes livros e ler durante o Halloween. Com estes autores é impossível não entrar no clima.

Beijos :)

sábado, 20 de outubro de 2012

#Livro | Mal Intencionados


E é com imensa alegria que eu venho aqui apresentar as minhas impressões sobre o primeiro livro que li vindo de uma parceria. A autora, Geyme Lechner Mannes, me surpreendeu ao entrar em contato comigo para que fizéssemos uma parceria. Eu já tinha mostrado interesse no livro, mas não o encontrei para compra, então ela ofereceu um exemplar para mim e eu topei lê-lo e depois "resenhá-lo" (entre aspas mesmo, porque não gosto da palavra resenha, prefiro dizer "impressões"). 

Posso dizer, de antemão e livre de puxa-saquismo, que este foi um livro que me cativou desde o primeiro momento que li a sinopse. Eu tinha uma determinada expectativa a respeito dele, principalmente pela carga emotiva e por todo o drama que parecia carregar, por isso fiquei ainda mais surpresa por constatar que a minha expectativa estava ali presente, mas foi superada. Preciso dizer também que resumir este livro foi uma tarefa bastante complicada, pois além de ser difícil falar sobre o enredo sem dar spoilers, muita coisa relevante acontece durante a trama.

"Mal Intencionados" conta a história de Ana, Tomás e Damião, pessoas que tiveram vidas e criações diferentes, mas que na realidade nada mais são do que espelhos e vítimas de suas próprias vidas sofridas e complicadas. A narrativa é em terceira pessoa e dividi-se em partes, passando pelo ponto de vista dos três personagens supracitados, como se o narrador estivesse acompanhando-os em diferentes partes de suas vidas, individualmente.

Ana é uma mulher destemida, que sempre tenta ver o lado bom das coisas, mesmo quando elas estão em um alto nível de complicação, fazendo com que ela não só feche os olhos para alguns problemas à sua frente, mas que também seja um pouco ingênua em certos pontos. Quando ela quer alguma coisa, corre atrás de todas as formas e até se torna obsessiva. Teve uma vida pomposa quando bebê, mas perdeu tudo quando o seu pai foi embora de casa por causa da falência de seus bens. Ela foi criada a vida toda pela mãe, Agnes, e quase não tem lembranças do pai. Talvez por essa falta de ter um homem mais velho para lhe proteger e lhe dar carinho, que anos mais tarde, aos 9 anos, ela se apaixona por Antônio, seu vizinho mais velho, que tem a idade para ser seu pai. Aos 13 anos, quando sua sexualidade está mais aflorada, ela seduz Antônio e os dois começam uma espécie de caso. Ana muda o seu comportamento, tornando-se quase uma mulher em um corpo pouco desenvolvido. Aos 14 anos, ela dá luz a Tomás e casa-se com Antônio. 

Tomás é um garoto franzino, nasceu com problemas de saúde e foi apelido de "filho de rato", pois era muito estranho e pequeno. Justamente por ter uma saúde debilitada, ele criou um laço super dependente e intenso com a mãe e isso, conforme ele se desenvolve, acaba tornando-se um amor obsessivo e muito além do que é considerado fraternal. Ele tem, segundo o que a psicologia classifica, Complexo de Édipo, conceito que explica o amor extremo de um filho por sua mãe e ódio pelo seu pai. Tomás odeia o pai de todas as formas, ele chega até a sentir nojo pelo seu gerador, o garoto simplesmente faz da vida do pai um inferno e diz, com todas as letras, que no seu reino só existe um lugar para o rei e o rei é ele, portanto, seu pai deve ser expulso do reino de qualquer forma. E é isso que acontece. Antônio vai embora por não aguentar mais a hostilidade do filho e a "cegueira" de sua mulher quanto a isso, pois ela é super protetora e sempre passa a mão na cabeça do filho, mesmo quando este está errado. Para Tomás sua vida não poderia estar mais feliz, já que agora está só com a mãe e poderá, quem sabe num futuro próximo, até casar-se com ela. Mas toda essa felicidade acaba quando Damião, seu novo padrasto, chega para usurpar seu trono.

Damião é o que podemos considerar um ogro: homem grande, grosso, estúpido e homofóbico. Cresceu dentro de um lar onde todos o menosprezavam e o tratavam como um ser inferior, por isso não faz ideia de quão forte pode ser. Sua mãe sonhava em ter um filho religioso, então querendo ganhar a atenção e o amor pelo menos uma vez, ele vira ajudante do padre de uma igreja de sua região. Este padre, por um lado, não tinha lá suas boas intenções e abusou diversas vezes de Damião, sempre alegando que aquilo era algo sagrado e significava amor. Damião viu, pela primeira vez, que podia contar com a ajuda de alguém, o padre parecia ser o seu único amigo, desta forma, mesmo sentindo que o que fazia não era certo, ele se permitia ser abusado. Já crescido e sem a companhia do padre, ele virou, em poucas palavras, um abusador. Fugiu várias vezes de cidades por ter sido acusado de atacar e abusar de algum garoto. Ele é cheio de conflitos e não consegue compreender a si mesmo, sendo assim, faz com os outros tudo o que um dia fizeram com ele. É um ser contraditório, que não gosta de gays, mesmo gostando de ter relações sexuais com garotos. Ao mesmo tempo que ele quer valorizar uma boa moral, ele faz tudo ao inverso.

Os personagens principais têm suas histórias de vidas bem definidas e comportam-sem do início ao fim de acordo com a proposta do livro. Alguns personagens secundários também são importantes e responsáveis por determinadas mudanças nos outros personagens. Este é o caso de Antônio, já citado, e Maria Molambo, uma garota pela qual Tomás irá se apaixonar e mudar de comportamento, deixando um pouco de lado aquele amor obsessivo pela mãe. É por causa de Molambo que ele vira um garoto melhor.

A realidade no livro é despida, descrita de uma forma nua e crua, totalmente direta. Os personagens são tão reais que você certamente pode encontrá-los em algum lugar da sua cidade. Não são pessoas idealizadas, mascaradas da realidade, clichês demais, para que você se sinta entediado com eles. Pelo contrário, eles trazem sensações diversas. Algumas vezes você sente compaixão por eles, por tudo o que eles passaram de ruim, e em outras vezes você quer que eles paguem por todo o mal que causaram. Quando vemos a relação de Ana e Tomás, por exemplo, é impossível não pensar em uma maneira de melhorar o que foi negligenciado o tempo todo, é como se você quisesse consertar a situação daqueles pobres personagens.

Geyme conseguiu reunir maravilhosamente bem, em uma única história, vários assuntos polêmicos e de uma forma que foge do que já é esperado. Enquanto lemos, não sentimos aquela sensação de que o autor se estende na polêmica para surtir um efeito provocador, de uma forma que você sente que ele está forçando demais e desnecessariamente. Em "Mal Intencionados" isso não acontece. A polêmica se mistura com os personagens de tal forma, que parece algo comum - e é, na verdade, a polêmica só está nos olhos daqueles que não querem discutir esses assuntos por bobagem. Reunir conteúdos como pedofilia, pederastia, fanatismo religioso, amor obsessivo, homofobia e muitos outros, não é uma tarefa fácil. Mas Geyme fez a lição de casa e conseguiu. Aliás, ela escreve de um jeito tão gostoso de acompanhar e constrói a personalidade dos personagens tão bem, que a leitura flui sem dificuldade alguma. Gostei bastante da forma como ela narra e descreve. Simples, forte e ao ponto.

O psicológico dos personagens foi a parte mais bem estruturada no livro, dá até para fazer uma espécie de análise psicológica profunda deles, parece que você está em uma sala de terapia tentando compreender os motivos que levam uma pessoa a fazer escolhas erradas, levando em consideração suas vidas e tudo o mais, pois muitas de nossas escolhas são influenciadas por todo o histórico de nossa vida. Isso acontece porque é impossível não analisar a conduta, o comportamento, as virtudes e a moral como um todo. Outra coisa muito bem construída foi o pano de fundo histórico, há até uma contextualização com alguns fatos ocorridos no Brasil, como o crescimento da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), o impeachment de Collor e outros assuntos.

O livro em si, com sua história, linguagem, personagens e envolvimento, não peca em momento algum, o que deixou a desejar mesmo foi a revisão do texto. Muitas palavras precisando de acentos, uma e outra colocada no lugar errado ou com um errinho de ortografia. Mas isso foi um problema enorme por parte da editora, que além de ter feito um serviço muito fraco de revisão, agiu de má fé e fez um trabalho ruim de impressão. O meu exemplar mesmo veio com algumas páginas faltando. Geyme publicou seu livro de forma independente, contratou uma editora para que fizesse todo o trabalho "material" (diagramação, revisão e essas coisas), mas na hora de receber os livros, recebeu vários exemplares com páginas faltando, letras manchadas, folhas menores do que outras e muitos outros problemas. É triste ver que esse pode ser o preço a pagar por querer publicar um sonho.

Não é qualquer um que pode ler este livro. Eu recomendaria para pessoas com a mente aberta e que têm o gosto por novas discussões, desconsiderando preconceitos e algo do tipo. 

Abaixo eu transcrevo o trecho que eu achei mais significante de todo o livro, pois serve para diversos momentos da nossa vida:

"... depois da ignorância, o excesso é maior pecado da humanidade! Creia, mas não ao ponto de habitar o reino das mulas. Creia, mas não ao ponto de transformar sua fé em circo, sem perceber que você é o bobo do evento..." - Página 81

Pois é! E eu ainda acrescento: não deixe que as suas crenças se tornem absolutas, de forma que você não aceite e nem respeite pensamentos contrários aos seus. Ninguém é um todo, ninguém é o senhor da razão. Segure seu argumento sobre as coisas, mas acima de tudo saiba respeitar os outros e não faça piada quando alguém discorda de você. Só uma dica!

Escrevi bastante, eu sei. Não consegui escrever menos do que isso, pois, caso o fizesse, a história seria mais resumida e vocês poderiam não compreender. Foi preciso falar à fundo dos personagens para entender o enredo da trama, senão ficaria sem sentido, uma vez que é por causa das histórias de vida deles que muitas coisas são justificadas em seus atos.

Beijos :)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

#Série | Apartment 23


Eu tenho uma grande "crise de relacionamento" com séries, porque nunca consigo acompanhar no tempo certo e tenho uma enorme preguiça para baixar os episódios. Então demoro anos até conseguir reunir coragem para começar a procurar pelos episódios ou encontrar alguém que já os tenha, por isso até eu me atualizar em tudo leva um tempinho. E, bem, eu não me orgulho nadinha disso, confesso.

Por isso, imagine só o quão feliz eu fiquei em saber que, finalmente, uma das séries de meu interesse foi feita apenas para o outono e, sendo assim, teria uma temporada curtinha e eu poderia baixar e assistir a todos os episódios de uma só vez. Deixando a preguiça para lá, na primeira oportunidade que tive comecei a assistir "Apartment 23" (também conhecida como "Don't Trust the Bitch in Apartment 23"), uma série curta, de apenas sete episódios.


Toda a história gira em torno do tal apartamento 23, cujo qual a dona é uma total megera que adora infernizar a vida das suas colegas de quarto (meninas que dividem as contas do apartamento). A série começa nos apresentando a sonhadora June, uma menina do interior que tem toda a sua vida planejada, desde o trabalho dos sonhos até o casamento perfeito. Sua vida começa a dar uma grande guinada quando recebe um emprego numa importante empresa e consegue alugar um apartamento maravilhoso. Mas, de uma hora para outra, tudo dá errado, pois no primeiro dia de trabalho descobre que a empresa onde trabalharia faliu e seu tão maravilhoso apartamento foi interditado. Sem ter onde ficar, ela vai atrás de um lugar para morar e acaba indo parar no apartamento de Chloe, uma moça aparentemente dócil e normal.

O que ela não sabe, entretanto, é que Chloe não passa de uma megera genuína e dissimulada, que faz de um tudo para se dar bem às custas dos outros, roubando dinheiro das colegas de quarto, mentindo e brincando com a cara das pessoas. Mas June não é uma boba garota do interior como Chloe pensava, pois na primeira oportunidade, já percebendo as intenções nada amigáveis da megera, June inverte o jogo e mostra que também não está para brincadeira e que acreditar em Chloe não será uma das coisas em sua lista a se fazer. Apesar da gritante diferença entre as duas, elas acabam se dando bem e acostumando com o jeito uma da outra.


"Apartment 23" é uma série ágil e divertida, o que me faz lembrar um pouquinho de "New Girl" (da qual eu já falei aqui), principalmente nos tipos de piada e na velocidade em que as coisas acontecem. É uma série com episódios que duram em média 21 minutos, então não se assuste se achar que de repente os acontecimentos estão passando rápido demais, quase não te dando tempo de respirar. Em apenas um episódio a vida dos personagens dá um salto enorme, tudo pode acontecer ao mesmo tempo, não há enrolação. Confesso que algumas piadinhas são jogadas ao léu, mas algumas outras são certeiras e te pegam tão desprevenidamente, que é até difícil não dar uma risada. As várias situações inusitadas protagonizadas por Chloe e June são as responsáveis por essas piadas malucas e inesperadas.

Gostei bastante dos personagens secundários. Há Robin, uma vizinha e ex-moradora do apartamento 23, que tem uma leve obsessão por Chloe, apesar de ainda sentir raiva por tudo o que a megera a fez passar; há Eli, vizinho das garotas, que é um típico forever alone, namora uma boneca inflável e fica espiando as garotas da janela; e também há Mark, um rapaz que tinha tudo para dar certo como um líder em alguma empresa, mas por não conseguir arranjar trabalho em sua área, acaba indo trabalhar como gerente em uma cafeteria, lugar, inclusive, onde June vai trabalhar para pagar as contas.


Uma coisa muito legal e interessante é o fato de que o ator James Van Der Beek interpreta ele mesmo. É muito engraçado como ele consegue zoar consigo mesmo, mostrando como a sua vida se tornou depois que ele trabalhou durante anos na série "Dawson's Creek" (uma série super famosa que levou Katie Holmes e Michelle Williams ao estrelato).  Em "Apartment 23" ele mostra, de forma muito sarcástica, como ninguém o reconhece por nome, mas sim como o seu personagem Dawson Leery, e como ele não consegue mais nenhum outro emprego e nem ir a algum lugar sem que alguém fique perguntando coisas sobre a série anteriormente citada. É divertidíssimo. Ele é um grande amigo de Chloe e ela, do jeito que é, usa a fama e o charme do coitado para conseguir o que quer.

E não é só "Dawson's Creek" que é citada na série. "Apartment 23" faz várias referências à cultura pop, nos diálogos há várias menções a séries famosas, tais como Mad Men, Friends, Lost e Castle. Acho bacana essa metalinguagem.

Em geral, é uma série divertida, não a das mais engraçadas, mas é aquele tipo de série que você corre atrás para passar o tempo e relaxar. Aqui no Brasil, ela é transmitida pelo canal à cabo Fox, as segundas e domingos.

Agora fiquem com uma pequena imagem de quem é quem na série e um trailer para atiçar sua curiosidade:





E aí, gostaram?

Beijos :)

sábado, 13 de outubro de 2012

#Filme | 10 filmes para relembrar a infância

Ontem foi dia das crianças e eu, de novo, acabei vindo um pouquinho (muito) tarde, de qualquer forma, vamos lá relembrar dos tempos felizes de quando se é criança.

Infelizmente, já deixei de ganhar presente há alguns anos. Mas não é por isso que eu não goste de relembrar minha infância, pelo contrário. De vez em quando eu me pego pensando nos meus tempos de criança e querendo, de todas as formas, voltar a aquela época boa da vida, na qual eu não tinha muitas responsabilidades e preocupações. Engraçado que quando crianças queremos crescer a qualquer custo, mas quando crescemos para valer, queremos voltar no tempo. Ô, vida mais estranha!

Abaixo listei alguns filmes que assisti durante a infância e que me trazem uma certa nostalgia. Talvez vocês compartilhem do mesmo gosto ou tenham outros filmes em mente (afinal, muitos nasceram em épocas diferentes da minha).

Nome: Os Batutinhas
Nome Original: The Little Rascals
Diretor: Penelope Spheeris
Ano: 1994
País: Estados Unidos
Sinopse: Quando os meninos descobrem que um de seus mais respeitados membros de seu grupo anti-garotas, Alfafa, está se encontrando com Darla, ele é sentenciado a esquecê-la. Porém, quando um novo garoto surge na vizinhança e ameaça conquistá-la, ele fará de tudo para revê-la.
Trailer: AQUI






Este é, sem dúvida, um dos mais memoráveis para mim, pois, se não me engano, foi o primeiro filme que assisti no vídeo-cassete que meu pai havia acabado de comprar. Pois é, vídeo-cassete! Parece que foi ontem que ter um era uma grande novidade. Agora já existem tantos aparelhos eletrônicos para deixar o velho vídeo-cassete no chinelo.

Uma vez ou outra "Os Batutinhas" é transmitido na televisão e, sempre que isso acontece, eu tento assisti-lo, porque, convenhamos, quem nunca se encantou pelas trapalhadas do grupo de meninos que "odeia" meninas? Ou então achou super fofa a cara emburrada do Batatinha? E quem não quis dar um abraço no coitado do Alfafa toda vez que ele tentava conquistar a Darla de volta e algo dava errado? Não tem como não adorar, gente!

Até hoje não esqueço da fala do Buckweat (que por muito tempo eu achei que fosse uma menina o.O): "Eu tenho dois pickles, eu tenho dois pickles, hey, hey!". Uma graça!  

Nome: Matilda
Nome Original: Matilda
Diretor: Danny DeVito
Ano: 1996
País: Estados Unidos
Sinopse: Matilda é a garotinha esperta e inteligente, que gosta de ler e vai bem nos estudos. Mas os pais não percebem isso e a colocam numa escola infernal. Lá ela descobre que tem poderes mágicos e assim vai poder acertar as contas com todos, inclusive a cruel diretora da escola.
Trailer: AQUI






Outro filme que assisti quando ainda era um lançamento em VHS. Logo de cara adorei o filme, porque eu admirava toda a independência da Matilda, saindo e ficando em casa sozinha, cozinhando e fazendo coisas que eu nunca me imaginaria criança fazendo. Fora a super inteligência dela e os poderes mágicos. Eu queria ser a Matilda, por favor!

E quem não sentia raiva daquela família trapaceira e malvada dela?

De vez em quando "Matilda" é reprisado. Houve um mês que este filme reprisou mais de uma vez, tanto na Globo quanto em canais de tv à cabo.

Nome: Lua de Cristal
Diretor: Tizuka Yamazaki
Ano: 1990
País: Brasil
Sinopse: Chegando à cidade grande, Maria da Graça passa por muitos problemas, pois vai morar com sua Tia Zuleika, uma autêntica bruxa. Ela é ingênua e seus primos Cidinha e Mauricinho se aproveitam disso. Seu grande sonho é ser cantora e quando ela conhece Duda e Bob, sua verdadeira história de Cinderela começa a acontecer.
Trailer: AQUI







Eu ainda nem era nascida quando esse filme foi lançado, mas sem sombra de dúvidas o assisti várias vezes, seja alugando o VHS na locadora ou assistindo as inúmeras vezes que a Sessão da Tarde passava.

Nessa época o Sérgio Mallandro ainda podia ser chamando de galã e não era um chato de marca maior, a Xuxa ainda sabia atuar sem parecer que havia decorado as falas, e os filmes pareciam ser mais mágicos. Eu achava muita graça sempre que a Cidinha (interpretada pela Julia Lemmertz) aparecia e falava com tom de deboche: "Maria da Graaaaça". Fora que eu ADORAVA a cena em que a Tia Zuleika ficava presa no vaso sanitário e ficava gritando para alguém tirá-la de lá.

Nome: Menino Maluquinho - O Filme
Diretor:  Helvécion Ratton
Ano: 1994
País: Brasil
Sinopse: Maluquinho é um menino comum quanto qualquer garoto de sua idade. Brincalhão, esperto e levado, ele teve a sorte de nascer numa família que lhe dá carinho e permite realizar todas as suas fantasias e diversões da infância. No final dos anos 60 Maluquinho vive suas aventuras com suas turmas: o gordinho Bocão,  Junin, Lúcio, Herman, Julieta, Carol e Nina. Em meio às corridas de carrinho de rolimã, as gostosas travessuras e os longos papos com Irene - a empregada e amiga de fé - ele vai curtindo sua vidinha, feliz.
Trailer: AQUI



Eu adorava tanto esse filme, que cheguei até a colocar uma panela em cima da cabeça e a me chamar de "Menina Maluquinha". Coisa boba de criança, eu sei. Mas este é um filme que mostra diretamente todo aquele lado feliz de ser uma criança, no qual a criança faz peraltices, faz perguntas sem pé e nem cabeça para tentar entender as coisas ao seu redor, começa a se relacionar socialmente com seus amiguinhos e fala muita bobagem. Além disso, ainda mostra como uma criança pode lidar com a separação dos pais.

Eu ria muito das porqueiras que o Maluquinho fazia com os seus amigos, e ria ainda mais da irmã do Bocão, que queria fazer coisas de menino, mas era toda pequenina e saia correndo gritando "Espera eu!", hahaha.

Faz muito tempo que a Globo não reprisa este filme, me bateu até uma saudade!

Nome: Dia das Bruxinhas - Feitiço das gêmeas (ou As Bruxinhas)
Nome Original: Double, Double, Toil and Trouble
Diretor: Stuart Margolin
Ano: 1993
País: Estados Unidos
Sinopse: As gêmeas Olsen em mais um de seus trabalhos antigos. Aqui, elas interpretam irmãs que roubam um poderoso amuleto e transformam-se em bruxas boazinhas, tendo porém que enfrentar a feiticeira malvada.
Trailer: AQUI (não é o trailer oficial, mas serve :D)






Houve uma época da minha infância em que eu era fascinada pelos filmes das gêmeas Olsen. Sempre que algum filme delas passava na televisão, eu pedia para que minha mãe os gravasse na fita cassete. E com "Dia das Bruxinhas - Feitiço das gêmeas" não poderia ser diferente. Mais uma vez lá iam as duas gêmeas pequeninas andando sozinhas pelas ruas e ninguém fazendo nada para saber o motivo de elas andarem sem um adulto por perto, elas pareciam invisíveis e eu ficava agoniada com isso, me perguntando como era possível, hahaha.

Amava quando elas, cheias de coragem e muito nariz em pé, conseguiam vencer a Bruxa Má e a trancavam dentro do espelho. Momento de ápice do filme!

Infelizmente nunca mais o vi sendo reprisado, nem pelo SBT e nem pela Globo, emissoras que detinham os direitos de transmissão. Uma pena!

Nome: Power Rangers - O Filme
Nome Original: Mighty Morphin Power Rangers: The Movie
Diretor: Bryan Spencer
Ano: 1995
País: Estados Unidos
Sinopse: Desta vez, talvez os Power Rangers tenham encontrado alguém páreo para eles: o mais sinistro monstro da galáxia - Ivan Ooze. Atacando os bons cidadãos de Angel Grove após seis mil anos de confinamento, Ivan Ooze retira os poderes dos Power Rangers e de seu líder, Zordon. Agora, os Power Rangers precisam viajar para um planeta distante para aprender os segredos dos antigos Ninjetti. Só então eles eles poderão dispor de força capaz de restaurar suas habilidades de metamorfose e derrotar o maléfico Ivan Ooze.
Trailer: AQUI


Este foi o primeiro filme que assisti no cinema quando criança, acreditam? Eu era super fã de Power Rangers, queria ser a Ranger Rosa, tinha bonequinhos e outros brinquedos. Foi super emocionante assistir logo este filme na primeira vez que assisti algo num telão.

Há uns dois meses tive a oportunidade de assisti-lo novamente, legendado desta vez, e parece que o encanto se perdeu, porque passei uma vida ouvindo a dublagem.

Nome: A Princesinha
Nome Original: A Little Princess
Diretor: Alfonso Cuáron
Ano: 1995
País: Estados Unidos
Sinopse: Garota que foi criada na distante e exótica selva indiana é enviada para o mundo sem fantasia de uma escola novaiorquina, quando seu pai vai para a guerra. Ela usa sua grande imaginação para mudar o local e as pessoas à sua volta. Baseado em romance de Frances Hodgson Burnett.
Trailer: AQUI





Filme muito lindo e emocionante, me tocou de tal forma que é até mesmo difícil falar sem ficar um pouquinho emocionada. É um filme para criança, mas também consegue trazer umas mensagens bonitas que, talvez, só um adulto conseguiria entender. Mas, da mesma forma, uma criança consegue sentir, mesmo que só assistindo, toda a emoção que o filme carrega.

A história de Sara, a menina "orfã" que vai parar numa escola e sofrer nas mãos da diretora rabugenta, é muito linda. Apesar de todo o sofrimento de viver na espera pelo pai, ela não se deixa abater. Com a ajuda de sua imaginação, ela conquista a simpatia das outras garotas internas e enfrenta todos os seus medos. A amizade dela com Becky - a criada da escola - também é linda, pois ela ajuda a garota a ter esperanças de um futuro melhor.

Nome: Zoando na TV
Diretor: José Alvarenga Jr.
Ano: 1998
País: Brasil
Sinopse: Angel e Ulisses são misteriosamente puxados para dentro da TV. Para voltar com segurança para o sofá de sua casa, os dois se veem forçados a desvendar os mistérios do controle remoto e vencer os vilões que tentam controlar a programação da telinha.
Trailer: AQUI







Eu era fã da Angélica, então não seria nenhuma surpresa se "Zoando na TV" não tivesse entrado na lista. Gostava tanto desse filme, assistia tanto, que até hoje me lembro de umas músicas cantadas durante o filme. Este foi outro filme que eu alugava e ficava assistindo a um fim de semana inteiro.

Também faz bastante tempo que a Globo vem mantendo este filme sem reprise.

Nome: Anastasia
Nome Original: Anastasia
Diretor: Don Bluth e Gary Oldman
Ano: 1997
País: Estados Unidos
Sinopse: Aparentemente o Czar e toda a sua família morreram durante a Revolução Russa, mas após alguns anos surge o boato de que a princesa Anastasia teria sobrevivido. Sua avó, a grã-duquesa imperial que vive em Paris, ofereceu uma grande recompensa para quem encontrasse sua neta. Em Moscou, Dimitri e Vladimir tentam encontrar uma jovem que se pareça com a princesa para se fazer passar por ela. Quando estão quase desistindo, conhecem Anya, uma jovem orfã que não lembra de seu passado, e que tem tudo para se fingir de Anastasia. Com o tempo Dimitri começa a achar que Anya é a princesa desaparecida e teme por isso, pois está apaixonado por ela e sabe que nunca permitirão que um plebeu se case com alguém da realeza.
Trailer: AQUI

Não é bem um filme, mas sim uma animação - que todos pensam ser da Disney, mas é, na verdade, da Fox. Resolvi colocá-lo nesta lista porque foi a animação que eu mais assisti na infância, cheguei até a assistir no cinema. Quando o filme chegou em VHS, eu simplesmente passei uma boa parte de umas férias só assistindo a ele para decorar as músicas, era muito viciante. Eu e minha prima estávamos viciadas, sempre que estávamos juntas, nesse período, tínhamos que sentar pelo menos uma vez no dia para assistir ao filme.

E, para finalizar...

Sim, eu sei que no título do post está dizendo que seriam "10 filmes para relembrar a infância", mas foi tão difícil escolher o décimo filme, que decidi colocar um grupo de comediantes como um filme todo, num único pacote, até porque é ainda mais difícil escolher meu filme preferido deles.

"Os Trapalhões" marcaram demais a minha infância, tanto com o programa de TV de mesmo nome, quanto com os filmes. Nas férias de Julho era de praxe que filmes deles passassem na Sessão da Tarde, e era de costume que eu sentasse no chão da sala toda tarde de muito calor e comesse pipoca e tomasse refrigerante enquanto acompanhava os filmes.

Eu os adorava e achava demais a grande parceria entre Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, cada um deles fazendo uma loucura para arrancar risadas. E essas loucuras davam muito certo, ao contrário de hoje, por exemplo, que é muito difícil se ver uma piada original fazer sucesso e marcar uma geração como "Os Trapalhões" fizeram. 

É uma pena ver que Didi e Dedé, os únicos que sobraram do grupo, já não têm mais aquela mesma dinâmica de antes. As piadas estão fracas e ultrapassadas. E não falo isso porque cresci, pois se eu assistisse hoje a um filme d'os Trapalhões, sem dúvida alguma que eu iria dar umas boas risadas.



Não bateu uma grande nostalgia agora? Me deu até vontade de assistir a todos esses filmes.

E aí, gostaram da minha lista? Se vocês pudessem me dizer, quais seriam os filmes que marcaram a sua infância? Me diga comentando este post, ficarei feliz em saber!

Beijos :)

sábado, 6 de outubro de 2012

#Evento | XVI Feira Pan-Amazônica do Livro

Aconteceu do dia 21 a 30 de Setembro, a XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém do Pará. Este ano o evento homenageou o povo português e teve como patrono o maestro Wilson Fonseca, importante músico do Pará. A Feira, além de proporcionar a compra de vários livros em um mesmo local e incentivar a cultura num geral, ofereceu palestras; seminários; mini-cursos; workshops; gincana literária; exposições; encontros com escritores; sessões de cinema, dança, teatro e música; e muitas outras coisas.

Ao contrário de uma Bienal do Livro, por exemplo, onde as próprias editoras montam seus estandes e organizam sua programação, chamando escritores até mesmo de fora do país e vendendo livros à preço de banana, aqui na Feira do Livro não foi possível nos deleitar destas vantagens. Os livros estavam com o preço de mercado, muitos custando um valor muito alto e sem muitas promoções. Havia, é claro, estandes com promoções muito tentadoras, vendendo livros à bagatela de R$10, mas isso só se resumiu a pouquíssimos. A questão é que, a maioria dos estandes, constava de representantes ou livrarias e não as próprias editoras - com exceção das editoras paraenses.

Apesar disso, o evento estava bem organizado e todo o visual muito bem feito. Neste ano o destaque vai para a Loja Visão, que tinha uma estande enorme lá, fez uma decoração muito bonita. Não sei bem se era um castelo ou forte, mas fiquei bastante admirada.
Estande da Visão

Outra coisa na qual fiquei admirada foi a praça de alimentação que, para mim, foi uma novidade, pois não lembro de já ter visto uma do tipo nas Feiras dos anos passados.

Praça de Alimentação

Neste ano vários escritores foram palestrar, bater um papo e autografar seus livros. A Feira contou com a ilustre presença de: Maurício de Sousa, Ariano Suassuna, Martha Medeiros, Luiz Fernando Veríssimo,  Miriam Leitão, Paula Pimenta, Roberta Spindler e Oriana Comesanha e muitos outros.

Infelizmente não consegui participar de palestras e nada do tipo. Eu estava em período de provas e os horários estavam complicados para mim. Dos encontros e sessões de autógrafo, só consegui ir a um, que foi o do livro "Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos", da Editora Dracaena, escrito pelas paraenses Roberta Spindler e Oriana Comesanha. As duas foram super simpáticas e fofas quando fui pegar meu autógrafo com elas e estavam super à vontade por lá. 

Oriana Comesanha e Roberta Spindler na sessão de autógrafos

Como eu estava ocupada, não fui à sessão de autógrafos do Maurício de Sousa, mas minha mãe que foi acompanhar meu "quase-irmão" até lá, tirou fotos (toda se achando, hahaha) e ainda me trouxe um autógrafo de presente. Segundo ela, ele era muito simpático e engraçado, dando sorrisos e sorrisos para todos, mesmo já estando lá há horas dando autógrafos. Tamanha foi a comoção para vê-lo, que as pessoas precisaram pegar senha.

Só não fiquei triste por não ter conhecido-o pessoalmente porque há alguns anos - quase 10 anos para ser exata - eu o vi num bate-papo aqui, também em uma das edições da Feira. Naquela época não cheguei a vê-lo cara a cara, mas só de vê-lo falando no palco foi uma coisa especial para mim.

Maurício de Sousa na sessão de autógrafos

A Feira foi um grande sucesso como em todos os anos e a tendência é aumentar, pois todo ano cresce o número de pessoas e livros vendidos. Só este ano foram 793 mil livros vendidos e um público de 407 mil visitantes (de acordo com uma informação do Hangar Centro de Convenções, local onde o evento aconteceu) . 

Sempre que vou a um evento como esse fico tocada ao ver pessoas interessadas e animadas para comprar algo para ler, mesmo que seja um livrinho, uma revista ou um gibi. No entanto, ainda fico indignada com os preços dos livros. Há tantos livros que deixaram de ser lançamentos há anos, mas estão valendo o mesmo preço de quando eram uma novidade. Assim fica difícil consumir "cultura" quando grande parte da população não pode nem pagar por um livro que vale os olhos da cara.

Para finalizar, aí vão as minhas aquisições, resultado de dois dias de "bater muita perna" na Feira:


  1. Outra Volta do Parafuso, de Henry James; Editora Abril.
  2. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde; Editora Abril.
  3. Contistas Paraenses, organização de Sílvio Holanda; Editora Estudos Amazônicos
  4. O Primo Basílio, de Eça de Queirós; Editora Estudos Amazônicos
  5. Turma da Mônica Jovem - O Aniversário de Marina, de Maurício de Sousa; Editora Abril.
  6. Ladrões de Elite, de Ally Carter; Editora Arqueiro.
  7. Estilhaça-me, de Tahereh Mafi; Editora Novo Conceito
  8. Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos, de Roberta Spindler e Oriana Comesanha; Editora Dracaena.
Fiquei #chatiada por não ter conseguido comprar o livro "Madame Bovary", de Gustave Flaubert. Ele estava ali lindo nas minhas mãos, tão baratinho, mas decidi deixar para depois. Quando voltei, TODOS os exemplares tinham sido vendidos. Meu mundo caiu e essa foi uma das frustrações da Feira deste ano :( - maldita Lei de Murphy que vive me trollando, só porque eu queria o livro.

As imagens deste post não são as melhores, eu sei. Estou sem câmera no momento (a minha já está mais para lá do que para cá), então estas fotos foram tiradas com o celular mesmo, por isso a qualidade não está aquelas coisas.

Espero que tenham gostado!

Beijos :)