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domingo, 1 de julho de 2012

#Série | Good Christian Belles (GCB)


Quando eu soube que a Kristin Chenoweth estava protagonizando uma série, na hora eu quis conferir sobre o que essa série falava, isso porque a Kristin fez um dos musicais que eu mais admiro nessa minha vida. E posso dizer que não me arrependi de ter assistido ao seriado que, embora curtinho, só tendo uma temporada com dez episódios, eu adorei, principalmente porque faz críticas a diversos fatores da sociedade - e quando isso se une a comédia, então, fica melhor ainda.

"Good Christian Belles", conhecido também por GCB, conta a história de Amanda Vaughn, uma mulher que acabou de ficar viúva e perdeu tudo o que tinha por conta dos golpes do falecido marido. Sem ter para onde ir, a única escapatória é morar novamente com sua mãe maluca, Gigi, que tenta ensinar a ela como educar seus filhos - da maneira errada. Sendo assim, ela acaba voltando com os filhos para a sua cidade natal, Dallas, no Texas, e pensa que tudo irá mudar. Quando volta à cidade, vira motivo de fofoca, já que ela, uma das poucas que havia saído de lá, retorna arruinada. As maiores fofocas são feitas por quatro desafetos seus: Carlene, Sharon, Cricket e Heather, mulheres de quem ela zombou durante todo o tempo em que estudaram juntas. Carlene, antes a feiosa da turma, passou por uma grande transformação e hoje vive de roupas de grife e num mundo luxuoso; Sharon, que na época da adolescência era uma das mais belas da escola, agora virou dona-de-casa e encontrou na comida a fuga dos seus problemas, passando a comer muito e perdendo todo o corpinho de outrora; Cricket, que perdeu seu namorado para Amanda quando eram adolescentes, tornou-se uma mulher bem sucedida e vive um casamento de aparências, pois seu marido é gay; e Heather, antes meio invisível na escola, virou uma mulher importante para os negócios da cidade e é a única que parece gostar mais de Amanda, aceitando as desculpas desta.

                               

Apesar de Amanda ter mudado muito dos tempos de escola até o momento presente, se tornando uma pessoa madura e sem julgar os outros por pouco, as "fofoqueiras" não se importam, querem mesmo é tornar a vida de Amanda um inferno, assim como ela fez com as delas muitos anos atrás. Então, com o comando de Carlene, todas fazem de um tudo para Amanda se dar mal. E elas sempre justificam seus atos com alguma frase religiosa e usam a igreja para mostrar ainda mais suas mágoas e seus rancores.

Adorei a série, de verdade. A forma encontrada de criticar as justificativas mesquinhas para se fazer algo usando o nome da religião, foi fantástica. As pessoas são hipócritas, vivem da aparência, se vangloriam de feitos do passado (ou se prendem a mágoas passadas), ficam no empasse de fazer o bem e/ou o mal e tantas outras características mais humanas impossíveis. 

Os personagens são ótimos e cada um possui uma personalidade marcante, bem detalhada, cheia de estereótipos e representam perfeitamente muitas figuras do nosso meio. Os atores conseguem dar o tom exato para seu respectivo personagem. Gigi, a mãe de Amanda, é aquele tipo de mulher meio maluca, dondoca e beberrona (um contraste ao luxo em que vive), acima de qualquer fofoca e que não liga muito para os preceitos morais, pois ensinou a filha a ser meio interesseira e usar a beleza para conseguir as coisas e, anos depois, tenta ensinar o mesmo para a neta, que se transforma depois que passa a morar com a avó, passando a vestir roupas curtas, o que não agrada nada Amanda. Outro coadjuvante que, embora não dê para saber muito sobre ele logo de cara, mas tem uma representação muito legal, é Blake Reilly, marido de Cricket, um homossexual não assumido que prefere ter um casamento de fachada do que assumir sua orientação sexual e chocar as pessoas hipócritas da high society. Personagens reais como esses são um prato cheio.



Apesar de ter gostado, tenho algumas outras coisas para apontar. Por só ter dez episódios, cada episódio contém muito informação, as coisas vão passando rápido e a história se desenvolve em pouco tempo. Isso pode dar uma certa confusão, ficamos meio perdidos no meio de tanta coisa acontecendo. Mal dá para pegar o nome de certos personagens, como os maridos das antagonistas, por exemplo. O certo seria ter mais episódios para que isso não acontecesse, mas eu sei que não seria possível, pois a série tinha um tempo exato para começar e terminar.

GCB foi baseada no livro "Good Christian Bitches", de Kim Gatlin, e produzida para substituir a série "Pan AM", que entrava de férias e voltaria depois. Infelizmente, a série foi cancelada com apenas 1 temporada, apesar de uma boa aceitação por parte do público e a grande campanha que fizeram para que ela continuasse. Acredito que foi cancelada pelos boicotes que estavam fazendo, com certeza os religiosos mais fanáticos não ficaram satisfeitos com as críticas que a série fazia. Parece que as pessoas só gostam de ver o mundo cor-de-rosa sendo retratado. Uma pena!
Aqui no Brasil a séria passa toda terça-feira, às 22:00 hrs, no canal a cabo Sony. Ainda dá tempo de acompanhar, acredito que ainda está passando o 5º episódio. E para terminar, deixo vocês com o trailer e uma montagem de quem é quem a série (clique na imagem para ampliar):




E aí, gostou da dica de hoje?

Beijos :)