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sábado, 13 de outubro de 2012

#Filme | 10 filmes para relembrar a infância

Ontem foi dia das crianças e eu, de novo, acabei vindo um pouquinho (muito) tarde, de qualquer forma, vamos lá relembrar dos tempos felizes de quando se é criança.

Infelizmente, já deixei de ganhar presente há alguns anos. Mas não é por isso que eu não goste de relembrar minha infância, pelo contrário. De vez em quando eu me pego pensando nos meus tempos de criança e querendo, de todas as formas, voltar a aquela época boa da vida, na qual eu não tinha muitas responsabilidades e preocupações. Engraçado que quando crianças queremos crescer a qualquer custo, mas quando crescemos para valer, queremos voltar no tempo. Ô, vida mais estranha!

Abaixo listei alguns filmes que assisti durante a infância e que me trazem uma certa nostalgia. Talvez vocês compartilhem do mesmo gosto ou tenham outros filmes em mente (afinal, muitos nasceram em épocas diferentes da minha).

Nome: Os Batutinhas
Nome Original: The Little Rascals
Diretor: Penelope Spheeris
Ano: 1994
País: Estados Unidos
Sinopse: Quando os meninos descobrem que um de seus mais respeitados membros de seu grupo anti-garotas, Alfafa, está se encontrando com Darla, ele é sentenciado a esquecê-la. Porém, quando um novo garoto surge na vizinhança e ameaça conquistá-la, ele fará de tudo para revê-la.
Trailer: AQUI






Este é, sem dúvida, um dos mais memoráveis para mim, pois, se não me engano, foi o primeiro filme que assisti no vídeo-cassete que meu pai havia acabado de comprar. Pois é, vídeo-cassete! Parece que foi ontem que ter um era uma grande novidade. Agora já existem tantos aparelhos eletrônicos para deixar o velho vídeo-cassete no chinelo.

Uma vez ou outra "Os Batutinhas" é transmitido na televisão e, sempre que isso acontece, eu tento assisti-lo, porque, convenhamos, quem nunca se encantou pelas trapalhadas do grupo de meninos que "odeia" meninas? Ou então achou super fofa a cara emburrada do Batatinha? E quem não quis dar um abraço no coitado do Alfafa toda vez que ele tentava conquistar a Darla de volta e algo dava errado? Não tem como não adorar, gente!

Até hoje não esqueço da fala do Buckweat (que por muito tempo eu achei que fosse uma menina o.O): "Eu tenho dois pickles, eu tenho dois pickles, hey, hey!". Uma graça!  

Nome: Matilda
Nome Original: Matilda
Diretor: Danny DeVito
Ano: 1996
País: Estados Unidos
Sinopse: Matilda é a garotinha esperta e inteligente, que gosta de ler e vai bem nos estudos. Mas os pais não percebem isso e a colocam numa escola infernal. Lá ela descobre que tem poderes mágicos e assim vai poder acertar as contas com todos, inclusive a cruel diretora da escola.
Trailer: AQUI






Outro filme que assisti quando ainda era um lançamento em VHS. Logo de cara adorei o filme, porque eu admirava toda a independência da Matilda, saindo e ficando em casa sozinha, cozinhando e fazendo coisas que eu nunca me imaginaria criança fazendo. Fora a super inteligência dela e os poderes mágicos. Eu queria ser a Matilda, por favor!

E quem não sentia raiva daquela família trapaceira e malvada dela?

De vez em quando "Matilda" é reprisado. Houve um mês que este filme reprisou mais de uma vez, tanto na Globo quanto em canais de tv à cabo.

Nome: Lua de Cristal
Diretor: Tizuka Yamazaki
Ano: 1990
País: Brasil
Sinopse: Chegando à cidade grande, Maria da Graça passa por muitos problemas, pois vai morar com sua Tia Zuleika, uma autêntica bruxa. Ela é ingênua e seus primos Cidinha e Mauricinho se aproveitam disso. Seu grande sonho é ser cantora e quando ela conhece Duda e Bob, sua verdadeira história de Cinderela começa a acontecer.
Trailer: AQUI







Eu ainda nem era nascida quando esse filme foi lançado, mas sem sombra de dúvidas o assisti várias vezes, seja alugando o VHS na locadora ou assistindo as inúmeras vezes que a Sessão da Tarde passava.

Nessa época o Sérgio Mallandro ainda podia ser chamando de galã e não era um chato de marca maior, a Xuxa ainda sabia atuar sem parecer que havia decorado as falas, e os filmes pareciam ser mais mágicos. Eu achava muita graça sempre que a Cidinha (interpretada pela Julia Lemmertz) aparecia e falava com tom de deboche: "Maria da Graaaaça". Fora que eu ADORAVA a cena em que a Tia Zuleika ficava presa no vaso sanitário e ficava gritando para alguém tirá-la de lá.

Nome: Menino Maluquinho - O Filme
Diretor:  Helvécion Ratton
Ano: 1994
País: Brasil
Sinopse: Maluquinho é um menino comum quanto qualquer garoto de sua idade. Brincalhão, esperto e levado, ele teve a sorte de nascer numa família que lhe dá carinho e permite realizar todas as suas fantasias e diversões da infância. No final dos anos 60 Maluquinho vive suas aventuras com suas turmas: o gordinho Bocão,  Junin, Lúcio, Herman, Julieta, Carol e Nina. Em meio às corridas de carrinho de rolimã, as gostosas travessuras e os longos papos com Irene - a empregada e amiga de fé - ele vai curtindo sua vidinha, feliz.
Trailer: AQUI



Eu adorava tanto esse filme, que cheguei até a colocar uma panela em cima da cabeça e a me chamar de "Menina Maluquinha". Coisa boba de criança, eu sei. Mas este é um filme que mostra diretamente todo aquele lado feliz de ser uma criança, no qual a criança faz peraltices, faz perguntas sem pé e nem cabeça para tentar entender as coisas ao seu redor, começa a se relacionar socialmente com seus amiguinhos e fala muita bobagem. Além disso, ainda mostra como uma criança pode lidar com a separação dos pais.

Eu ria muito das porqueiras que o Maluquinho fazia com os seus amigos, e ria ainda mais da irmã do Bocão, que queria fazer coisas de menino, mas era toda pequenina e saia correndo gritando "Espera eu!", hahaha.

Faz muito tempo que a Globo não reprisa este filme, me bateu até uma saudade!

Nome: Dia das Bruxinhas - Feitiço das gêmeas (ou As Bruxinhas)
Nome Original: Double, Double, Toil and Trouble
Diretor: Stuart Margolin
Ano: 1993
País: Estados Unidos
Sinopse: As gêmeas Olsen em mais um de seus trabalhos antigos. Aqui, elas interpretam irmãs que roubam um poderoso amuleto e transformam-se em bruxas boazinhas, tendo porém que enfrentar a feiticeira malvada.
Trailer: AQUI (não é o trailer oficial, mas serve :D)






Houve uma época da minha infância em que eu era fascinada pelos filmes das gêmeas Olsen. Sempre que algum filme delas passava na televisão, eu pedia para que minha mãe os gravasse na fita cassete. E com "Dia das Bruxinhas - Feitiço das gêmeas" não poderia ser diferente. Mais uma vez lá iam as duas gêmeas pequeninas andando sozinhas pelas ruas e ninguém fazendo nada para saber o motivo de elas andarem sem um adulto por perto, elas pareciam invisíveis e eu ficava agoniada com isso, me perguntando como era possível, hahaha.

Amava quando elas, cheias de coragem e muito nariz em pé, conseguiam vencer a Bruxa Má e a trancavam dentro do espelho. Momento de ápice do filme!

Infelizmente nunca mais o vi sendo reprisado, nem pelo SBT e nem pela Globo, emissoras que detinham os direitos de transmissão. Uma pena!

Nome: Power Rangers - O Filme
Nome Original: Mighty Morphin Power Rangers: The Movie
Diretor: Bryan Spencer
Ano: 1995
País: Estados Unidos
Sinopse: Desta vez, talvez os Power Rangers tenham encontrado alguém páreo para eles: o mais sinistro monstro da galáxia - Ivan Ooze. Atacando os bons cidadãos de Angel Grove após seis mil anos de confinamento, Ivan Ooze retira os poderes dos Power Rangers e de seu líder, Zordon. Agora, os Power Rangers precisam viajar para um planeta distante para aprender os segredos dos antigos Ninjetti. Só então eles eles poderão dispor de força capaz de restaurar suas habilidades de metamorfose e derrotar o maléfico Ivan Ooze.
Trailer: AQUI


Este foi o primeiro filme que assisti no cinema quando criança, acreditam? Eu era super fã de Power Rangers, queria ser a Ranger Rosa, tinha bonequinhos e outros brinquedos. Foi super emocionante assistir logo este filme na primeira vez que assisti algo num telão.

Há uns dois meses tive a oportunidade de assisti-lo novamente, legendado desta vez, e parece que o encanto se perdeu, porque passei uma vida ouvindo a dublagem.

Nome: A Princesinha
Nome Original: A Little Princess
Diretor: Alfonso Cuáron
Ano: 1995
País: Estados Unidos
Sinopse: Garota que foi criada na distante e exótica selva indiana é enviada para o mundo sem fantasia de uma escola novaiorquina, quando seu pai vai para a guerra. Ela usa sua grande imaginação para mudar o local e as pessoas à sua volta. Baseado em romance de Frances Hodgson Burnett.
Trailer: AQUI





Filme muito lindo e emocionante, me tocou de tal forma que é até mesmo difícil falar sem ficar um pouquinho emocionada. É um filme para criança, mas também consegue trazer umas mensagens bonitas que, talvez, só um adulto conseguiria entender. Mas, da mesma forma, uma criança consegue sentir, mesmo que só assistindo, toda a emoção que o filme carrega.

A história de Sara, a menina "orfã" que vai parar numa escola e sofrer nas mãos da diretora rabugenta, é muito linda. Apesar de todo o sofrimento de viver na espera pelo pai, ela não se deixa abater. Com a ajuda de sua imaginação, ela conquista a simpatia das outras garotas internas e enfrenta todos os seus medos. A amizade dela com Becky - a criada da escola - também é linda, pois ela ajuda a garota a ter esperanças de um futuro melhor.

Nome: Zoando na TV
Diretor: José Alvarenga Jr.
Ano: 1998
País: Brasil
Sinopse: Angel e Ulisses são misteriosamente puxados para dentro da TV. Para voltar com segurança para o sofá de sua casa, os dois se veem forçados a desvendar os mistérios do controle remoto e vencer os vilões que tentam controlar a programação da telinha.
Trailer: AQUI







Eu era fã da Angélica, então não seria nenhuma surpresa se "Zoando na TV" não tivesse entrado na lista. Gostava tanto desse filme, assistia tanto, que até hoje me lembro de umas músicas cantadas durante o filme. Este foi outro filme que eu alugava e ficava assistindo a um fim de semana inteiro.

Também faz bastante tempo que a Globo vem mantendo este filme sem reprise.

Nome: Anastasia
Nome Original: Anastasia
Diretor: Don Bluth e Gary Oldman
Ano: 1997
País: Estados Unidos
Sinopse: Aparentemente o Czar e toda a sua família morreram durante a Revolução Russa, mas após alguns anos surge o boato de que a princesa Anastasia teria sobrevivido. Sua avó, a grã-duquesa imperial que vive em Paris, ofereceu uma grande recompensa para quem encontrasse sua neta. Em Moscou, Dimitri e Vladimir tentam encontrar uma jovem que se pareça com a princesa para se fazer passar por ela. Quando estão quase desistindo, conhecem Anya, uma jovem orfã que não lembra de seu passado, e que tem tudo para se fingir de Anastasia. Com o tempo Dimitri começa a achar que Anya é a princesa desaparecida e teme por isso, pois está apaixonado por ela e sabe que nunca permitirão que um plebeu se case com alguém da realeza.
Trailer: AQUI

Não é bem um filme, mas sim uma animação - que todos pensam ser da Disney, mas é, na verdade, da Fox. Resolvi colocá-lo nesta lista porque foi a animação que eu mais assisti na infância, cheguei até a assistir no cinema. Quando o filme chegou em VHS, eu simplesmente passei uma boa parte de umas férias só assistindo a ele para decorar as músicas, era muito viciante. Eu e minha prima estávamos viciadas, sempre que estávamos juntas, nesse período, tínhamos que sentar pelo menos uma vez no dia para assistir ao filme.

E, para finalizar...

Sim, eu sei que no título do post está dizendo que seriam "10 filmes para relembrar a infância", mas foi tão difícil escolher o décimo filme, que decidi colocar um grupo de comediantes como um filme todo, num único pacote, até porque é ainda mais difícil escolher meu filme preferido deles.

"Os Trapalhões" marcaram demais a minha infância, tanto com o programa de TV de mesmo nome, quanto com os filmes. Nas férias de Julho era de praxe que filmes deles passassem na Sessão da Tarde, e era de costume que eu sentasse no chão da sala toda tarde de muito calor e comesse pipoca e tomasse refrigerante enquanto acompanhava os filmes.

Eu os adorava e achava demais a grande parceria entre Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, cada um deles fazendo uma loucura para arrancar risadas. E essas loucuras davam muito certo, ao contrário de hoje, por exemplo, que é muito difícil se ver uma piada original fazer sucesso e marcar uma geração como "Os Trapalhões" fizeram. 

É uma pena ver que Didi e Dedé, os únicos que sobraram do grupo, já não têm mais aquela mesma dinâmica de antes. As piadas estão fracas e ultrapassadas. E não falo isso porque cresci, pois se eu assistisse hoje a um filme d'os Trapalhões, sem dúvida alguma que eu iria dar umas boas risadas.



Não bateu uma grande nostalgia agora? Me deu até vontade de assistir a todos esses filmes.

E aí, gostaram da minha lista? Se vocês pudessem me dizer, quais seriam os filmes que marcaram a sua infância? Me diga comentando este post, ficarei feliz em saber!

Beijos :)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

#Filme | 5 filmes sobre educação

A dica de hoje vai para aqueles que estudam Pedagogia ou alguma licenciatura e gostariam de se tornar professores. Mas, claro, isso não significa que as outras pessoas que não se encaixam nestas categorias não possam ficar interessadas. Podem sim! Aliás, devem, porque os filmes que indicarei a seguir são muito importantes quando pretendemos discutir sobre educação, políticas educacionais e a relação professor-aluno. Em dias em que várias instituições públicas federais estão em greve Brasil a fora, esta discussão deve entrar em vigor.

Logo abaixo vou fazer alguns pequenos comentários com minhas impressões sobre cada filme, apontando alguns fatos que devem ser analisados. Notem que os filmes falam diretamente sobre educação, não são aqueles que possuem apenas uma escola como cenário, mas que mostram claramente discussões que todos professores fazem (ou devem fazer, pelo menos) a respeito de sua profissão.

Título: Escritores da Liberdade
Título Original: Freedom Writers
Diretor: Richard Lavraganese
Ano: 2007
País: Estados Unidos
Sinopse: Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell (Hilary Swank) combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo.
Trailer: AQUI

Passar por cima de sua vida pessoal para se dedicar a sua profissão não é um caminho fácil a ser escolhido, mas foi a única saída que a professora Erin decidiu tomar. Quando começa a se dedicar para dar bons estudos aos seus alunos, ela mostra que o professor não tem só o dever de ensinar, mas também dar o melhor para seus alunos, principalmente se eles estudam em uma escola precária e que praticamente já desistiu deles. É por isso que ela começa a trabalhar dobrado para que, com o trabalho extra, possa comprar coisas que a própria escola não tem o costume de dar. É tanto trabalho que ela vê sua vida pessoal fracassar quando o marido decide ir embora.

Achei incrível como os alunos mudaram assim que passaram a ter contato com a professora Erin. Ela os introduz a um mundo que nenhum deles sequer sonhou existir ou que sequer se interessou. É através da escrita que a professora mostra que seus alunos - antes sem nenhuma perspectiva de vida, já que vinham de conflitos familiares intensos e tinham péssimas notas - podem conseguir várias coisas. Quando eles começam a escrever, percebem que podem sim ter um bom desempenho escolar e que a escrita pode aproximá-los a histórias de vidas diferentes, mas que os façam se identificar com elas.

"Escritores da Liberdade" é um daqueles filmes que não se precisa de muita coisa para ser bom, basta apenas a mensagem que ele quer passar para que você se identifique.

Título: Como Estrelas na Terra (ou Somos Todos Diferentes)
Título Original: Taare Zameen Par
Diretor: Aamir Khan
Ano: 2007
País: Índia
Sinopse: História de uma criança, Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre com dislexia e custa ser compreendida. Um professor substituto de Artes entra em cena e logo percebe que algo estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia e a vontade de viver.
Trailer: AQUI



Já falei bastante a respeito deste filme quando o dei como dica [veja o post aqui], então resumidamente apenas falarei que é um lindo e emocionante filme. Mostra como é ineficiente aquele velho sistema que diz que o professor tem apenas o dever de ensinar e o aluno de absorver o ensinamento de qualquer forma, excluindo suas dificuldades e possíveis problemas que afetam na aprendizagem.

O papel de Nikumbh, professor de Artes que irá ajudar o pequeno Ishaan a ter o prazer de estudar, é exatamente este, de mostrar que o professor não só deve prestar atenção com detalhe em seus alunos, mas também ir além do que propõe fazer em sala de aula. Quando ele percebe que Ishaan tem um péssimo desempenho na escola por ter dislexia, imediatamente começa a criar novos métodos de ensino para que o menino possa entender as matérias da escola.


Título: Entre os Muros da Escola
Título Original: Entre le Murs
Diretor: Laurent Cantet
Ano: 2008
País: França
Sinopse: François e os demais amigos professores se preparam para enfrentar mais um ano letivo. Tudo seria normal se a escola não estivesse em um bairro cheio de conflitos. Os mestres têm boas intenções e desejo para oferecer uma boa educação aos seus alunos, mas por causa das diferenças culturais - microcosmo da França contemporânea - esses jovens podem acabar com todo o entusiasmo. François quer surpreender os jovens ensinando o ensino da ética, mas eles não parecem dispostos a aceitar os métodos propostos.
Trailer: AQUI


Com uma fotografia tão simples, filmado de um modo que quase te faz sentir dentro da escola, este filme mostra um lado mais humano do professor, aquele ser que não "engole sapos" e enfrenta até mesmo os alunos mais perigosos e sem a menor expectativa de melhora. É até mesmo agoniante ver como um professor pode perder a cabeça depois de não aguentar os abusos de seus alunos desobedientes, mas que, ao mesmo tempo, se envolve na vida de seus estudantes a fim de melhorar o desempenho deles.

O filme também mostra quais medidas o professor deve tomar quando se tem alunos tão encrenqueiros e que não possuem o menor respeito por seu professor, e o que fazer quando um aluno está passando por dificuldades dentro de casa e isso acaba refletindo em seus estudos.

Em se tratando do que se deve fazer para melhorar o desempenho do aluno, este filme se parece um pouquinho com "Escritores da Liberdade", pois também foca na prática da leitura e da escrita para que os alunos se expressem melhor para que assim possam se interessar nos estudos.

Título: Pro Dia Nascer Feliz (documentário)
Diretor: João Jardim
Ano: 2006
País: Brasil
Sinopse: As situações que o adolescente brasileiro enfrenta na escola, envolvendo preconceito, precariedade, violência e esperança. Adolescentes de 3 estados, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola, seus projetos e inquietações. Professores também expõe seu cotidiano profissional, ajudando a pintar um quadro complexo das desigualdades e da violência no país a partir da realidade escolar.
Trailer: AQUI



Neste documentário nos são apresentadas as vidas de jovens alunos em diferentes regiões e classes socias do Brasil e mostra como cada um deles se relaciona com a educação e como fatores externos podem prejudicá-los. Como uma escola precária, despreparada e com professores que faltam sem dar a menor justificativa, pode prejudicar o desempenho futuro de um aluno. Como a violência e as más influências não só dentro, mas fora da escola, também podem desinteressar um aluno a estudar. Como as péssimas condições de trabalho podem desfavorecer a qualidade de um professor, por muitas vezes deixando-o sem a menor motivação para lecionar.

A diferença entre alunos carentes e alunos de classes sociais mais altas é enorme. Enquanto os alunos carentes se preocupam em ter que se esforçar para estudar em escolas despreparadas sem saber para onde o futuro lhes levará (já que muitos saem da escola e não continuam os estudos), os alunos das classes mais altas se preocupam em tirar notas boas para passar e fazer o vestibular, já pensando no que farão no futuro.

Gostei bastante de poder ver não apenas o ponto de vista dos alunos, mas também dos professores, que falam como é difícil ter que encontrar métodos de ensino eficazes e lidar com os diferentes tipos de alunos.

Título: Waiting for Superman (documentário)
Diretor: Davis Guggenheim
Ano: 2010
País: Estados Unidos
Sinopse: Documentário centrado na crise da educação pública nos Estados unidos. A história é contada através de várias histórias interligadas a partir de muitos alunos e suas famílias. Os educadores procuram uma solução dentro de um sistema problemático.
Trailer: AQUI







É costume dizermos que os Estados Unidos é a maior potência mundial, que lá há as melhores oportunidades de vida e que as dificuldades são menores se comparadas ao nosso próprio país. Mas não é bem assim. O que muita gente não sabe é que a educação nos EUA é tão delicada quanto a educação  no Brasil, que as políticas educacionais possuem vários buracos que comprometem a sua melhoria. Dá para acreditar que professores incompetentes não podem ser despedidos? Pois é! Lá existe uma espécie de "Dança das laranjas", que nada mais é que jogar o professor ruim de uma escola para outra fazendo com que ele nunca seja demitido, mesmo se o modo como ele ensina é ruim e prejudica os alunos. Alguns desses professores passam por uma "reformulação" de seus métodos, mas não faz muita diferença.

O sistema norte-americano é diferente do nosso. Lá as escolas particulares são muito caras e só entra em uma quem tem bastante dinheiro e uma vida confortável, por isso as melhores escolas públicas são disputadas à tapa pelos pais que desejam uma boa educação para seus filhos. São poucas vagas para muitos inscritos. Algumas escolas só oferecem 15 vagas, por exemplo, e mais de 300 pessoas estão concorrendo no sorteio.

Fiquei muito emocionada com a garra de algumas mães para colocarem seus filhos em uma boa escola, já que muitas escola, como aqui, também não estão preparadas e possuem um baixo rendimento. Foi triste ver quando as crianças não eram sorteadas para preencher a vaga das escolas.

Este documentário nos faz refletir sobre todo o sistema educacional e nos instiga a pensar em medidas eficientes para melhorá-lo.


Existem muitos outros filmes que propõe falar sobre a educação, mas estes, no geral, são os que mais me tocaram e me fizeram refletir sobre o assunto. Acredito que levarei suas mensagens para a vida.

Reparem que a nacionalidade destes filmes são diferentes. Dois são dos Estados Unidos, um da Índia, um do Brasil e outro da França. E isso nos mostra o que? Que a educação, seja em qual país for, tem suas falhas e precisa ser analisada com todo o cuidado possível, pois deixá-la melhor nunca é demais.

Beijos :)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

#Filme | Como Estrelas na Terra



Emocionante do início ao fim, é tudo o que posso falar sobre este filme. Por isso não seria surpresa alguma se eu dissesse que chorei loucamente. Algumas cenas eram tão simples, mas que carregavam consigo uma emoção tão grande e mensagens tão significativas que, quando aliadas a boa trilha sonora, ficaram maravilhosas. Eu não pretendia fazer um post apenas sobre ele, mas como vi que tinha muita coisa para falar a respeito, decidi fazer.

"Como Estrelas na Terra" - também conhecido como "Somos Todos Diferentes" - é um filme  indiano de 2007 dirigido por Aamir Khan, que conta a história de Ishaan Awasthi, um menino com uma grande imaginação e criatividade para pintura, que vive no seu mundinho paralelo e não consegue entender o porquê de não aprender as matérias da escola como todos os seus outros colegas de classe, para ele as letras parecem "dançar" a sua frente. Os pais também não compreendem isso e acham que ele, na verdade, é assim por desinteresse e por gostar de se meter em confusão. 

O pai de Ishaan é um homem que cria os filhos para se tornarem "vencedores", pessoas que são boas em tudo o que fazem, então para ele é mais difícil entender que seu filho tem problemas - principalmente quando seu filho mais velho é o melhor aluno da turma. A mãe, por outro lado, ainda tenta ajudar o filho, mesmo que fracasse. O menino tira péssimas notas na escola, já repetiu de ano e nenhum professor tem mais paciência para ensiná-lo, por isso sugerem que mandem o garoto para uma escola especial. O pai não pensa duas vezes e manda Ishaan para um colégio interno. Lá o menino perde todo o brilho que ainda tinha para pintar. Ele se torna uma criança depressiva e se exclui.
É só quando o professor Nikumbh começa a dar aula de Artes na escola de Ishaan, que o menino será compreendido. Nikumbh passa a observar o garoto, percebe que este tem dislexia - um problema no cérebro que faz a pessoa ter dificuldades para ler e escrever - e fica indignado como os professores simplesmente viram as costas para todos os problemas de um menino que claramente precisa de ajuda. Ele vai até a casa dos pais de Ishaan e conversa com eles explicando todo o problema do menino. A partir daí ele cria métodos diferentes de estudo para que Ishaan consiga aprender as matérias da escola, tudo isso através da Arte, que é a única matéria na qual o menino mais se identifica.

Com esses novos métodos Ishaan percebe que pode sim aprender. O menino, inclusive, consegue voltar com toda a alegria que um dia tinha perdido por ter sofrido tantas repressões dos professores. É uma mudança gigantesca, não só interiormente no menino quanto no desempenho escolar.

Eu terminei de assistir as mais de duas horas deste filme e fiquei querendo mais e muito mais, porque teve uma importância tão grande para mim, que horas depois eu me peguei pensando nas tantas mensagens que o filme trouxe para mim. Me mudou consideravelmente.

É um filme que te faz perguntar sobre o sistema educacional e concluir como este mesmo sistema está tão despreparado para as diferentes situações que tiram os professores de suas zonas de conforto (que é aquela coisa chata que se limita a só enfiar o conteúdo na cabeça do aluno e este tem, de qualquer jeito, aprender, seja qual for a sua dificuldade). Seja aqui ou lá na Índia, o sistema está atrasado. Por isso é quase impossível você não fazer uma relação entre o filme e a sua própria vida na escola, o que te faz perceber como, realmente, alguns professores tendem a desprezar os problemas dos alunos, como se uma nota fosse realmente dizer o que um aluno sabe - e elas, as vezes, não dizem nada mesmo.

Roteiro, trilha sonora e atuações se unem de uma forma fantástica em "Como Estrelas na Terra" - cujo título original é "Taare Zameen Par". Darsheel Safary, que interpretou Ishaan, deu um show a parte. A interpretação dele foi real, muito humana para uma criança tão pequena como ele. Ver a confusão e solidão naqueles olhos era devastador, ele se expressava só com os olhinhos cheios de lágrimas, dava vontade de pegá-lo no colo e consolá-lo. Tem uma frase, em alguma cena do filme, que consegue simplificar a atuação de Darsheel: "Seus olhos berram por socorro". É exatamente assim! Darsheel passa emoção apenas com os olhos.


Aamir Khan, que não só interpretou Nikumbh como também produziu e dirigiu o filme, mostrou ser ótimo em todas essas coisas que se propõe a fazer. Assim como Darsheel, ele deu um show e conseguiu me emocionar em várias cenas, até mesmo naquelas que não pediam um lencinho de papel para enxugar meus olhos.

"Como Estrelas na Terra" é um filme que mistura a emoção, sensibilidade e alegria nas coisas mais simples - porque, afinal, é um filme de Bollywood do qual estou falando, sempre tem uma música contagiante com uma dancinha para animar.

Foi o primeiro filme completamente indiano que assisti. No início achei estranhíssimo misturarem hindi e inglês - em algumas cenas um determinado ator estava falando em hindi e, do nada, soltava uma expressão em inglês -, mas depois me acostumei. Já vou até procurar por mais filmes para assistir.

Se puderem, assistam e preparem as caixinhas de lenço, porque você vai se emocionar. Eu mesma, como já disse, chorei como um bebê.

Agora fiquem com o trailer:


Beijos :)

sábado, 16 de junho de 2012

#Filme | Olhar Estrangeiro (documentário)


O Brasil é conhecidíssimo lá fora por causa do carnaval, das mulatas, do samba e de certas paisagens famosas de nosso país. As vezes, quando alguém pergunta para famosos para onde eles gostariam de ir, alguns respondem de cara que sonhariam em conhecer o Brasil. Isso é lindo, todo mundo fica feliz e contente, bate palmas e faz a festa, mas o que muita gente não sabe é a imagem absurda e totalmente errônea que certos estrangeiros possuem de nosso país. É até mesmo revoltante só de pensar.

Justamente com o objetivo de mostrar essa visão distorcida das terras brasucas, que a cineasta Lúcia Murat resolveu produzir um documentário para expor as imagens erradas do Brasil, fazendo quase um apanhado histórico de vários filmes que tiveram nosso país como pano de fundo. Em "Olhar Estrangeiro", um documentário de 2005, nós vemos clichês e absurdos retratados em alguns filmes, como, por exemplo, em um que mostra mulheres nuas andando pela praia como se isso fosse muito comum por aqui. Alguém já viu isso acontecer? Eu, pelo menos, nunca. Já vi biquínis pequenos demais, mas daí mostrar o corpo nu já é outra coisa. 

Além de mostrar as imagens dos filmes, alguns depoimentos de pessoas envolvidas em tais filmes foram feitos para também nos comprovar como o Brasil é visto como um país de libertinagem e muitas outras características do mesmo tipo. Há também entrevistas com pessoas não envolvidas com os filmes, que receberam palavras quaisquer para fazer uma ligação com o Brasil. É incrível como palavras simples podem remeter a coisas tão pejorativas.

É um excelente documentário, muito bem produzido e com uma ótima edição. Para quem se interessou, o documentário está completo no youtube, é só jogar na barra de pesquisa do site que "Olhar Estrangeiro" aparecerá dividido em sete partes. E para mais informações técnicas sobre argumento e justificativas do documentário, você pode acessar o site oficial: http://www.taigafilmes.com/olhar/port.html. Abaixo eu postarei o trailer:



E então esta é a dica de hoje. O que você achou?

Beijos :)

sábado, 2 de junho de 2012

#Filme | Branca de Neve e o Caçador


Se você está acostumado a ver a Branca de Neve como uma menina ingênua, frágil e muito sonhadora, acho que está na hora de mudar esse pensamento, principalmente se você for assistir a "Branca de Neve e o Caçador", filme que estreou no dia 01 de Junho e traz uma Branca de Neve completamente diferente, mesmo que muitos traços do conto de fadas "romântico" ainda tenham permanecidos. 

Imagem: Pipoca Moderna
Neste filme, dirigido pelo estreante Rupert Sanders e produzido pelo mesmo responsável por "Alice no País das Maravilhas", nós somos apresentados a uma versão mais sombria e gótica de Branca de Neve, bem mais inspirada no conto original dos Irmãos Grimm, autores da história. O enredo é o seguinte: Branca de Neve é filha de um rei recém-viúvo e é considerada a mais bela de todo o reino. Quando seu pai entra e ganha uma batalha contra os guerreiros do mal, ele conhece Ravenna, supostamente uma prisioneira daqueles guerreiros e inimigos do rei. Ele, então, fica encantado com a beleza dela e decidi levá-la para o seu reino, onde acaba se casando com ela. Mas Ravenna não era uma pessoa boa. Ela mata o rei e usurpa o trono para si, fazendo todo o reino entrar em uma espécie de obscuridade. Ravenna manda prender Branca de Neve, que vive como sua prisioneira até ficar bem mais velha.

Imagem: Pipoca Moderna
Entretanto, como tudo no mundo não se mantém parado, a Rainha Má envelhece e ela, vaidosa e gananciosa do jeito que era, quer se manter jovem para o resto de sua vida. Para ficar sempre com esta aparência de mulher mais nova, ela absorve a beleza e juventude das pessoas através da magia. Um dia, quando pergunta ao seu fiel espelho se ainda era a mulher mais linda de todas, e ele lhe responde que Branca de Neve era a única que poderia ser a mais bela além dela, Ravenna fica furiosa e decide matar Branca de Neve, pois desta forma, consumindo o coração da garota, ela se tornaria imortal.

Ravenna manda seu irmão, Finn, soltar a garota prisioneira, mas Branca de Neve é muito mais esperta do que eles pensam e acaba fugindo. Ela vai parar na Floresta Negra, lugar onde a Rainha não pode ir, pois seus poderes não funcionam lá. Por isso, Ravenna manda encontrarem um homem que poderia entrar na floresta e assim pegar Branca de Neve. E é aí que o Caçador entra na história. Indo contra as ordens da rainha, ele acaba libertando Branca de Neve, que foge com ele. A partir dessa fuga, os dois vão viver muitas aventuras, que envolvem oito anões, um Príncipe, um exército com sede de vingança e descobertas sobre o seu próprio eu.

Imagem: Pipoca Moderna
O filme é extasiante. Por diversas vezes eu me encontrei pulando na cadeira do cinema, me envolvendo e me emocionando com certas cenas. Para quem gosta de ação, este filme está repleto de cenas de guerras. Para quem gosta mais de romance, sinto muito em lhe informar, mas não há tanto romance assim. Até há uma tentativa de um romancezinho entre o triângulo amoroso Caçador-Branca de Neve-Príncipe, mas não foi muito desenvolvido, mesmo porque o filme não tem tanto esse propósito. 

Os efeitos especiais estão maravilhosos, muito bem feitos mesmo. Até agora fico boba só de pensar que os anões, na verdade, não eram anões e sim pessoas de estatura normal. E o figurino então, nem se fale. Os vestidos da Rainha Ravenna foram feitos com tamanha delicadeza e de uma forma que "conversa" com cada época que a história se passa. A fotografia do filme também está impecável. A iluminação não se mantém uma só, como já vi em vários filmes. Ela muda conforme o ambiente. Se a cena se passa na Floresta Negra, vemos tons de cinza, uma coisa mais obscura condizendo com o cenário. Se a cena está no castelo, vemos uma coisa mais dourada. E se a cena está na Floresta Encantada, vemos cores vibrantes.

Uma coisa interessante é o fato de vermos a história de Ravenna. Geralmente não sabemos de onde ela veio e nem por que é tão má. Mas aqui, neste filme, sabemos os motivos que a levam ser uma pessoa fria e a ser tão vaidosa. 

Imagem: Pipoca Moderna
Quanto as atuações, devo dizer que o elenco não só foi bem escolhido, como também estava em plena sintonia. Todos eles têm uma química um com o outro, o que significa um bom trabalho em equipe. Charlize Theron, que interpreta Ravenna, está maravilhosa e isso vai além de sua beleza notável. Por muitas vezes ela não tinha uma fala, mas seus olhos passavam a emoção ora má e maliciosa e ora angustiante e sofredora. Vi uma crítica falando que ela foi canastra, mas eu não achei. Ela conseguiu passar, pelo menos pra mim, toda a maldade e ganância que um ser pode ter. 

Chris Hemswhorth, o Caçador, apesar de sua boa atuação, ainda me fez lembrar um pouquinho do Thor, personagem de seu outro filme, nas cenas de luta, mas isso se deve ao fato de que ambos os personagens são grandes guerreiros e usam um instrumento (um usa martelo e o outro um machado, rs) para lutar. Fora isso, acho que ele foi bem. 

Sam Claflin, o Príncipe William, estava lindo. Digo isso não só por sua aparência física, mas pelo modo que encontrou de interpretar seu personagem. Na falta de palavras para descrevê-lo, vou me atrever a dizer que ele estava fofo. 

E, por fim, vem Kristen Stewart, a Branca de Neve, de quem sou muito suspeita para falar a respeito, uma vez que eu sou uma das pessoas que torce e a defende de tantas críticas pesadas. Neste filme deu para ver a grande preparação que ela fez. Kristen está totalmente à vontade, mostrando que é sim uma pessoa de talento, tem mais de uma expressão facial e que possui inúmeras chances de crescer como atriz. Ela pode até ainda ter certos vícios em sua interpretação que, creio eu, são dela mesmo, mas nada como o tempo para perdê-los. Em outras palavras: ela estava tão maravilhosa quanto Charlize e acho que já está na hora de pararem de preconceito com ela. 

Assim como qualquer filme, "Branca de Neve e o Caçador" possui pequenos deslizes que, para alguns, pode não fazer a menor diferença, mas que para mim foram importantes. O maior deles, ao meu ver, foi em algumas partes do roteiro. Certas coisas poderiam ser mais explicadas, com detalhes que dariam bem mais movimento e sentido à história. Por vezes ficamos esperando mais reações dos personagens, para que eles pudessem mostrar mais de suas personalidades.  Fora isso, o filme conseguiu chegar em seu propósito. Não superou as minhas expectativas, mas se manteve na linha do que eu já esperava.

Se você quer passar uma tarde gostosa no cinema e assistir a um bom filme de aventura/ação, acredito que este é o filme ideal. Entretenimento puro, é uma mistura de "Senhor dos Anéis" + "Joana D'arc".

Além de tudo isso que eu já escrevi acima (será que alguém vai ler? rs), a trilha sonora do filme também está ótima. A música principal - "Breath of Life" - é cantada pela Florence Welch, da banda Florence + The Machine. Logo abaixo eu deixo um vídeo do trailer e da música:






E então, o que achou da dica de hoje? Sei que escrevi muito, mas dê um crédito, porque tudo o que escrevi é de relevância e nada mais é que minha impressão sobre o filme.

Não saia sem deixar um comentário!

Beijos :)

domingo, 13 de maio de 2012

#Especial dia das mães: Os vários tipos de mães

"Mãe é tudo igual". Quem nunca ouviu essa frase? Apesar de a maioria das mães possuírem algumas coisas em comum, há inúmeras outras coisas que as fazem ser diferentes e marcantes. Independente disso, uma mãe deve ser aquela que ampara, cuida, educa, dá amor e carinho ao seu filho. Por isso, em comemoração ao dia das mães, resolvi fazer um post mostrando os vários tipos de mães, tanto da literatura quanto do cinema e da televisão. 

As mães na literatura

Lilian Potter (Série Harry Potter): A mãe lutadora - Para salvar o filho das garras de Lord Voldemort, lutou até o fim para que o maior inimigo dos bruxos não fizesse mal ao filho dela. Lilian ofereceu sua vida em troca da vida de Harry, salvando-o.

Molly Weasley (Série Harry Potter): A mãe-urso - É uma mulher muito carinhosa e zelosa e fica no pé dos filhos para que eles se comportem bem. É forte, guerreira e preocupada com o bem-estar da família, a quem defende com unhas e dentes. 

Renée Dwyer (Saga Crepúsculo): A mãe-criança - Meio avoada e até mesmo sem muita maturidade, ela cuidou sozinha da filha quando decidiu se separar do marido. Por comportar-se como uma pessoa mais jovem, acabou sendo uma espécie de "filha" para Isabella Swan, sua filha, quem cuida mais dela do que ela a si própria.

Brooke Cavendar (Derby Girl): A mãe ausente - Não liga para os gostos das filhas, vindo então a impor os seus. É obcecada por concursos de beleza e acaba jogando suas frustrações em suas filhas.

Dona Benta (O Sítio do Pica-pau Amarelo): A mãe-avó - Senhora carinhosa, bondosa e amorosa. Cuida dos seus netos, Narizinho e Pedrinho, como se fossem seus filhos e os ajuda na maioria das situações.

As mães no cinema

Sara Fitzgerald (Uma Prova de Amor, 2009): A mãe cuidadosa - Ela é capaz de fazer e dar tudo pela saúde de sua filha que sofre de leucemia aguda. Para mostrar que sempre estará ao lado da filha e a apoiará no período do tratamento, Sara raspa todo o cabelo.



Michaela Odone (Óleo de Lorenzo, 1992):  A mãe guerreira - Quando seu filho é diagnosticado com uma doença degenerativa que não tem nenhuma forma tratamento, ela faz de tudo para encontrar a cura. Faz pesquisas por conta própria sobre a doença e possíveis formas de tratamento, até achar uma fórmula que faria seu filho viver por mais tempo. 



Leigh Anne Tuohy (Um Sonho Possível, 2009): A mãe zelosa - Ela tinha uma vida maravilhosa, era uma esposa dedicada e uma mãe maravilhosa. Quando fica sabendo sobre a vida de Big Mike, um rapaz negro e sem lar, ela decide adotá-lo e fazer de tudo para que Mike alcance todos os sonhos dele, indo contra toda a sociedade alta e preconceituosa.




Jacey Jeffries (Mãe aos Dezesseis, 2005): A mãe adolescente - Depois que fica grávida aos 16 anos, decide ficar com o seu bebê, vindo então a passar por várias dificuldades, não só pela falta de comunicação com sua mãe, mas também o preconceito que enfrenta por ter tido um filho na adolescência.



Christine Collins (A Troca, 2008): A mãe confiante - Assim que seu filho desaparece num dia comum, ela começa a procurar ensandecidamente por ele, sempre tendo esperança que um dia ele apareceria. Ela passa por perigos, mas nunca desiste.


Telly Paretta (Os Esquecidos, 2004): A mãe persistente - Depois que seu filho some num acidente de avião, fica deprimida e atormentada, fazendo com que as pessoas a sua volta se preocupassem com ela. Quando começam a falar que seu filho nunca existiu, ela tenta a todo custo provar a todos que seu filho existe e que ela própria não está louca. Assim ela entra em uma grande busca para saber o paradeiro do filho.







As mães na televisão

Dona Nenê (A Grande Família): A mãe atrapalhada - Para defender a família ela é capaz de tentar resolver as coisas do seu jeito, o que a faz sempre se meter em muitas trapalhadas. É a típica dona-de-casa que gosta de ver a família reunida.



Jay Kyle (Eu, a Patroa e as Crianças): A mãe complexada - Depois que perde seu emprego, passa a ser dona-de-casa, o que a deixa preocupada em perder sua independência. Ela está sempre se preocupando com a aparência e com o quilos a mais que ganha com as confusões e estresses da família.



Rochelle (Todo Mundo Odeia o Chris): A mãe estressada - Ela é super sincera quando tem que botar juízo na cabeça dos filhos Chris, Drew e Tonya. As vezes é severa e dura, mas no fundo, com seu gênio forte, ela ama e educa os filhos da forma que pode. É "pobre soberba", sempre se preocupando com o que as pessoas vão achar a seu respeito.


Dona Florinda (Chaves): A mãe protetora - A qualquer situação ela está a postos para proteger o seu filho, Quico, e bater em quem ousar mexer com ele. As vezes defende e passa a mão na cabeça do filho mesmo quando ele está errado e ela tem noção disso.



Evelyn Harper (Two and a Half Men): A mãe megera  - Seus filhos, Charlie e Alan, estão sempre correndo dela. Apesar disso, ela tem uma forma meio torta de amar os filhos, mesmo que seja sincera demais a ponto de apontar as frustrações de cada um, principalmente Alan.


Lorelai Gilmore (Gilmore Girls): A mãe-amiga - Teve sua filha, Rory, muito cedo, por isso as duas possuem uma relação muito aberta para conversas de variados temas, fazendo assim com que elas pareçam mais amigas do que mãe e filha. É uma mulher de um grande senso de humor e de espírito livre.








Foi até um pouco complicado de lembrar de todas essas e, provavelmente, eu estou esquecendo de alguma importante. É bem capaz de eu começar a me lembrar depois que este post for ao ar, mas tudo bem, vou dar uma trégua ao meu cérebro, rs. Se você se lembra de alguma, me fale nos comentários :)

Enfim... Hoje dê um grande abraço naquela que esteve sempre de braços abertos para lhe amparar e diga a ela o quanto você a ama. As palavras e os gestos de carinho valem mais do que qualquer presente, pois o presente, um dia, pode estragar, mas as palavras de amor permanecerão nas lembranças.

FELIZ DIA DAS MÃES!

Beijos :)


quarta-feira, 2 de maio de 2012

#Filme | Tomboy

Imagem: Retirada da Google

Surpreendente e maravilhoso de uma forma bem leve, "Tomboy", um filme francês de 2011 e dirigido por Céline Sciamma, consegue falar de forma sutil sobre os conflitos internos de uma garota de 10 anos, que não sabe bem o motivo de ser menina, mas gostar tanto de coisas de meninos e até se comportar como um.

O filme começa nos apresentando um menino comum, desses magricelos que vemos aos montes por aí, chegando a uma nova casa, em outro bairro, com seus pais e sua irmã caçula, Jeanne. Mas, apesar de parecer tão comum, ele não é. Descobrimos então que "ele", na verdade, é "ela" e se chama Laure.

Como é nova no bairro, Laure vai atrás de pessoas para fazer amizade. Usando o fato de não conhecer ninguém, ela passa a se apresentar para as pessoas como Mikaël. Laure/Mikaël faz logo amizade com Lisa, uma garota que a apresenta aos meninos do bairro e quem, mais tarde, terá uma "quedinha" por ela. Fingindo ser um menino, ela leva a farsa adiante, sem se preocupar com as sérias consequências que isso poderia acarretar.

O que é interessante perceber neste filme, é que os pais de Laure não tentam forçá-la a se comportar como uma garota comum. Eles aceitam a menina gostar de se vestir de forma masculinizada, mas ao mesmo tempo parecem não compreender a não identificação dela com o seu sexo. Quem parece compreender mais é a sua irmã, que mesmo sendo uma criança de apenas 5 anos, consegue entender que Laure gosta mais de coisas de meninos e a aceita da maneira como é. E isso é um outro ponto que deve ser notado. As duas irmãs são muito ligadas e cúmplices, mais do que com os outros próprios pais.

"Tomboy" foi indicado a vários prêmios na categoria LGBT. Apesar disso eu ainda acredito que o filme em si não fala sobre o homossexualismo já presente na vida de uma criança (quase pré-adolescente) de 10 anos, mas sim de uma menina que está se descobrindo, tentando achar seu local no mundo e que claramente nasceu no "corpo" errado.

Quem dá um show, lógico, é a pequena atriz Zoé Héran, que interpreta Laure/Mikaël. Grande parte do filme eu fiquei achando que não era uma atriz e sim um ator interpretando uma menina "tomboy" (em inglês o termo refere-se a meninas que possuem características masculinas). A expressão corporal dela está um máximo. Ela se porta e fala como um menino e consegue expressar sua confusão através dos olhos, sem precisar abrir a boca.

Zoé Héran
Como eu não a conhecia, fui atrás de informações da garota para saber se ela se comportava daquela forma mesmo ou se teve que passar por todo um processo de caracterização. E o que achei nas pesquisas é que, sim, ela teve que aprender a se portar como um menino. Zoé emagreceu e teve que cortar radicalmente os cabelos, que antes eram compridos. Até mesmo a voz ela mudou para fazer Laure/Mikaël - isso, pelo menos, foi o que eu percebi quando fiz a comparação entre o filme e uma entrevista dela.

O filme centraliza-se mais nas crianças, tanto é que os nomes dos adultos nem são citados. As crianças dão a leveza necessária ao assunto abordado e até servem para mostrar como certos pensamentos estão enraizados desde cedo, que a sociedade quer nos preparar a seguir certas "regras". Isso pode ser visto, por exemplo, quando os meninos - do grupo o qual Laure fazia parte - dizem que uma menina beijar outra menina é nojento, é errado. Quanto as crianças, Malonn Lévana, que interpretou Jeanne, também deu um show a parte. Parecia que ela estava brincando enquanto participava do filme, tudo fluía perfeitamente para uma garota pequena como ela. O elenco foi super bem escolhido.

Aqui no Brasil, "Tomboy" não estreou em grandes salas de cinema e nem em todos as capitais, então foi bem mais difícil ficar sabendo deste ótimo trabalho. Se não me engano, o filme só chegou no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Mas para quem se interessou, eu sugiro que baixe o filme ou procure em alguma locadora da cidade. Não sei se já está disponível em DVD e se não tiver, há sempre o bom download, não é? Só não deixe de assistir!

Vou postar logo abaixo dois trailers do filme, um legendado em português e o outro em inglês, porque achei que os dois se completam. Lá vai:




É isso aí, espero que vocês tenham gostado desta dica e assim que possível possam assistir ao filme. Não esqueçam de deixar aquele comentário legal falando sobre o que acharam do post.

Beijos :)