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quarta-feira, 4 de julho de 2012

#Divagando | A graça de ser sem-graça

Nina, da novela "Avenida Brasil"
Imagem: NaTelinha.com.br

Menina tímida, meio excluída, sem muito sal, pouca determinação, com problemas familiares e de autoestima baixa e quase inexistente. Já perceberam que nove entre dez mocinhas da literatura ou de telenovelas são praticamente assim? Elas passam a trama toda sofrendo, querendo atingir seus ideais e sair de seu casulo, passando por várias obstáculos.

Você sabe que elas são aquele tipo de garotas sem nenhum atrativo aparente, são tão comuns que até dói e, do nada, todos os caras mais bonitos do pedaço estão caidinhos por elas, como se de uma hora para outra elas tivessem mudado. E você também sabe que elas não mudaram, são as mesmas de sempre, mas sabe-se lá por quê os rapazes começaram a olhá-las com outros olhos.

Essas mesmas meninas sempre se colocam para baixo e se descrevem como normais, nem bonitas e nem feias. E elas sempre se apaixonam pelo menino mais inalcançável de todos e ficam suspirando pelos lados, perguntando-se o motivo de serem tão sem graça de forma que ninguém se interessa por elas. Isso pode funcionar muito bem na literatura, no cinema e na televisão, mas na vida real é bem diferente, não é? Talvez esse estereótipo da mocinha sem graça, sofredora e bláblá wiskhas sachê, deve ser uma constante para aproximar as garotas mais românticas da história e, assim, ocorra uma identificação mais rápida. Aí eu me pergunto: Será que não pode haver uma mocinha determinada, forte, divertida e que não tenha uma autoestima tão inferior? A protagonista pode ser até forte, porém no fundo ela tem um probleminha consigo mesma. Então qual é a graça nisso tudo?

Para ilustrar esse post vejamos a Nina - protagonista da novela "Avenida Brasil" -, que é sem-graça, faz um monte de burradas, veste-se mais "joãozinho style" para ficar invisível e tem três homens caidões por ela. Para os mais noveleiros como eu, fica a pergunta: O que tem de mais nessa menina? Ela é tão cheia de burrices que dá vontade de meter o tapa e, o mais engraçado de tudo, é que ao mesmo tempo fica aquela vontade de torcer para que ela se dê bem, por mais chata que possa ser.

De mocinhas sem sal e açúcar o mundo da literatura e do entretenimento está cheio por aí. Faltam-me dedos para contar as muitas Ninas, Isabellas e outras mocinhas lerdas que eu não me lembro no momento.

Qual a mocinha mais sem-graça que você já leu/assistiu? Deixe um comentário me respondendo! \o/

Beijos :)

P.S: Gostaram do novo layout do blog? Decidi mudar agora enquanto estou de férias, rs. Se alguém notar algum erro, me avise.

sábado, 23 de junho de 2012

#Livro | As Aventuras de Robinson Crusoé


Eu teria inúmeras coisas para falar a respeito deste livro, a começar pelo fato de que ele é um clássico da literatura inglesa e foi, inclusive, o livro que deu início ao gênero romance na Inglaterra. Também pudera. Daniel Defoe, autor da obra, além de ter sido importante para a sua época, é considerado o "pai" do jornalismo britânico. Foi difícil dar uma resumida para esta postagem não ficar muito longa, então tentarei destacar os pontos principais para não perder o foco. 

Em "As aventuras de Robinson Crusoé" - ou apenas 'Robinson Crusoé', como visto em outras edições do livro -, escrito por Daniel Defoe e publicado em  1719, entramos numa viagem cheia de crises existenciais e problemas quase impossíveis de serem resolvidos. Robinson Crusoé é um jovem garoto que completou a maioridade há pouco tempo. Ele ainda não sabe bem o que quer da vida, apenas que quer aproveitá-la enquanto há tempo. Por mais que o seu pai fale milhares de vezes que o certo é ter bons estudos e trabalhar honestamente para constituir uma família, Robinson quer mesmo é ver até onde sua vida lhe levaria, por isso muitas discussões entre ele e o pai acontecem. Depois de uma briga com a mãe justamente por causa desses pensamentos "malucos", ele decide viajar com um amigo que estava prestes a embarcar num navio. Com a roupa do corpo e sem se despedir dos pais, ele viaja. A partir desta viagem a vida de Robinson mudará drasticamente.

O navio em que ele estava afunda, porém ele e mais alguns tripulantes conseguem escapar. Essa era a oportunidade para Robinson desistir de uma vez de tentar ser marinheiro, mas ele não se importa e acaba embarcando em outra viagem e esta, novamente, não dá certo. Desta vez o navio é invadido por piratas, que acabam obrigando a todos da tripulação a virarem seus escravos, Robinson incluído. Ele fica trabalhando como escravo por dois anos numa ilha, sempre fazendo planos de escapar. Um dia, por sorte, ele consegue fugir levando consigo um outro escravo, Xury, um garoto mouro.  No meio da fuga eles são resgatados por um navio português, que lhes dá segurança e um emprego. Este navio estava indo em direção ao Brasil, lugar onde Robinson irá, com seu trabalho, conseguir terras boas e aos poucos enriquecer. Só que, mesmo já tendo uma vida estável, Robinson não está satisfeito. Ele quer viver novas experiências, ver o que está além das coisas que já conhece. Então embarca de novo em uma nova viagem, agora para pegar escravos.

No entanto, a viagem desta vez não tem um final muito feliz. O navio bate em um banco de areia e encalha. As pessoas tentam fugir em um bote, mas acabam naufragando e o único que consegue se salvar é Robinson, sabe-se lá como. Ele acaba parando numa ilha aparentemente inabitada e como qualquer um naquela situação, ele fica com medo de encontrar animais selvagens e morrer sozinho ali. Robinson explora a ilha e consegue, com muito esforço, pegar algumas coisas úteis que estavam dentro do navio encalhado. Aos poucos ele começa a criar uma casa, a conhecer mais o local onde iria ficar, a aprender como sobreviver por ali e tudo mais. 

Depois de vários desafios a sua sobrevivência, vinte e poucos anos se passam e Robinson está muito bem, obrigada. Ele já está até se sentindo o dono da ilha e vivendo em paz. Entretanto, certo dia, as coisas pioram. Ele encontra pegadas humanas na areia e percebe que a ilha não era tão inabitada assim, então fica observando para ver se encontra algum movimento e dá de cara com canibais que levavam seus prisioneiros para a ilha e, lá, os comiam. Um dos prisioneiros escapa, Robinson o dá abrigo e depois mata os outros canibais. O prisioneiro fugitivo, que também era um canibal, mas de uma tribo inimiga aos outros que morreram, se sente muito agradecido por ter sido salvo por Robinson e pede a ele para ser seu escravo. Robinson aceita, claro, mesmo porque precisava de uma companhia. Ele dá ao rapaz o nome de Sexta-feira (dia em que eles se conheceram) e a partir disso eles viram amigos e irão passar por outros grandes desafios até serem resgatados, anos depois.

Esta obra é escrita a partir do ponto de vista de Robinson e por muitas partes é narrada em forma de diário, dando a entender que a história está sendo contada depois que Robinson é resgatado da ilha, pois em alguns trechos ele parece conversar diretamente com o leitor.

Surpreendentemente, a linguagem é bastante simples, muito fácil de você se prender a ela. É por essas e outras que a obra é considerada clássica, uma vez que a linguagem consegue ser facilmente entendida durante os anos, ela não se prende apenas a forma de falar da época em que foi escrita. Talvez essa simplicidade tenha acontecido porque, na época em que Daniel Defoe escreveu este livro, a literatura havia passado por um processo de restauração.

Outra coisa surpreendente é a descrição nos mínimos detalhes. Daniel consegue descrever perfeitamente os lugares onde ele nunca esteve - pelo menos não há registro, por exemplo, de ele ter conhecido pessoalmente o Brasil - e isso, naquele período, em que não havia tantas informações sobre os lugares além-mar, era um tanto difícil. Como Robinson fica por muitos anos na ilha, essa detalhação toda acaba ficando por muitas vezes enjoativa, o que deixa a leitura se arrastar em alguns trechos desnecessários. Era como se Robinson estivesse vivendo em um constante marasmo na ilha e isso se mostrasse presente na forma meio repetitiva de Daniel narrar.

A obra não possui críticas políticas estampadas claramente, mas possui críticas à sociedade da época, que era extremamente religiosa e aos poucos estava entrando no capitalismo explorador. O próprio Robinson é a representação disso. Por mais que ele tivesse sentimentos, não deixava de explorar o seu amigo Xury para o seu próprio bem, sempre vendo-o como seu subordinado. Ele explorava até mesmo o seu fiel amigo Sexta-feira. Parece que ao mesmo tempo que o via como um grande companheiro, ele via a necessidade de mudar os costumes do "ex-canibal", uma clara representação do pensamento egocêntrico e até mesmo etnocêntrico. Robinson ensina os princípios cristãs para Sexta-feira e o faz se arrepender de ter um dia comido carne humana. Se isso não é considerar a sua visão de mundo melhor do que os dos outros, eu não sei mais o que é. Outra coisa que mostra Robinson um homem que via no dinheiro o grande prazer da vida, é que ele levou dentro do bolso, depois de pegar algumas coisas no navio encalhado, algumas notas de dinheiro, mesmo sabendo que vivia numa ilha e aquilo não teria serventia nenhuma.

Além disso tudo, o existencialismo e a religião são o que mais aparecem de cara no livro. Robinson vive divagando sobre a vida, querendo entender nossa função neste mundo e se perguntando o que se deve fazer em determinadas situações, por isso ele sempre está num empasse entre o fazer e o se arrepender. Ele nunca parece satisfeito com as coisas que faz. E a religião é no que ele mais se prende para passar seus dias na ilha. Robinson sempre está lendo a Bíblia e se guiando no que esta diz para acreditar que ele irá sobreviver e um dia será salvo daquele lugar, que Deus guardou algo de bom para ele por mais que ele mesmo tenha falhado miseravelmente. 

Para quem se interessou pela história, há vários filmes sobre o livro, sendo o filme "Robinson Crusoé", de 1997 com Pierce Brosnan no papel principal, o mais fiel e famoso de todos. Vale a pena assistir.

Para encerrar este post gigantesco, deixo vocês com uma frase reflexiva muito interessante encontrada no livro: "... Procurando alegrar-me com o que eu possuía e não me desesperar com o que eu não tinha, porque os desgostos que nos avassalam e mortificam relativamente às coisas que não temos são todos frutos da falta de reconhecimento pelo que possuímos".


Espero que tenham gostado!

Beijos :)

terça-feira, 12 de junho de 2012

#Especial Dia dos Namorados: Casais famosos

Se tem uma época em que o amor parece andar solto, é a época que o dia dos namorados se aproxima. E é justamente por isso que hoje, nesta data especial para os mais românticos, trago uma lista com alguns casais conhecidos e que marcaram de certa forma.

Jack & Rose (Titanic, 1997) - Quem não torceu para esse casal, não é mesmo? Torceu desde o momento em que eles se conheceram e sofreram alguns percalços por causa de diferenças sociais. E quem também não ficou inconsolado com a morte de Jack, quando ele e sua amada haviam conseguido se salvar do naufrágio do Titanic? Algumas pessoas até hoje não se conformam com isso, principalmente com o fato de Jack não ter conseguido subir naquele maldito pedaço de madeira que foi o responsável pela sobrevivência de Rose.

Danny & Sandy (Grease, 1978) - O típico casal completamente diferente, em que uma menina "certinha" se apaixona pelo "bad boy" e vice-versa. Quem não ficou chateado quando Danny, para fazer "tipo", finge não conhecer Sandy quando eles se reencontram depois de terem vivido um verão inteiro de paixão? E quem, mais ainda, não torceu para que eles ficassem logo juntos, mesmo com tantas diferenças?

Johnny & Baby (Dirty Dancing, 1987) - Casal sensual que se conhece no verão, quando Baby vai passar as férias com sua família em um resort onde Johnny trabalha como dançarino. Através da dança eles se unirão e passarão boa parte do tempo juntos, surgindo, a partir daí, uma grande paixão. Quem nunca quis aprender a coreografia de "Time of My Life", música que marcou o filme?


Christian & Satine (Moulin Rouge, 2001) - Um jovem poeta se apaixona pela mais bela e cobiçada cortesã de um famoso clube noturno de Paris. Assim como tantos outros casais, eles enfrentam dificuldades para ficarem juntos, principalmente pela posição que ambos ocupam na sociedade e pelo rico Duque que deseja cortejar Satine de qualquer forma.


Sr. & Srª Smith (Sr. e Sra. Smith, 2005) - Casal literalmente explosivo e intenso, que mesmo se amando não pensa duas vezes de colocar o trabalho - perigoso, diga-se de passagem - entre eles. Amam-se de uma forma estranhamente diferente, se é que posso colocar assim.

Lucas & Jade (O Clone, 2001) - Eles se conheceram, apaixonaram-se perdidamente, mas não puderam ficar juntos por diferenças culturais. Depois de indas e vindas, muitas viagens para o Brasil e Marrocos, muitos desencontros e obstáculos que o impediam de ficar juntos de uma vez, e muitas cenas com aquela trilha sonora enjoativa de "Somente por amor, a gente põe a mão...", eles finalmente decidem esquecer o passado e consumir o amor para sempre.

Ross & Rachel (Friends, 1994-2004) - Um dos casais mais fofos que existem. Rachel é o amor de Ross desde que ele era adolescente, mas ela não ligava muito para ele. Já adultos, eles se reencontram e Rachel passa a se sentir atraída por Ross. Os dois vivem em pé de briga e em desencontros, não querem admitir que se amam mesmo que para isso tenham que sofrer de ciúmes. Você pode até ter assistido "Friends" milhões de vezes e saber que os dois vão ficar juntos no final, mas é  quase impossível não se sentir indignado quando eles não ficam logo apenas por orgulho.

Romeu & Julieta (Romeu e Julieta, de William Shakespeare) - Este aqui é o casal mais famoso de todos e o que mais representa que, para amar, vale tudo, até mesmo se matar. Os dois jovens se conheceram e se apaixonaram em questão de dias, mas não podiam assumir o amor deles a todos pois ambos vinham de famílias rivais. Namorando às escondidas, eles chegam até a se casar sem o consentimento dos pais. Entretanto, no final das contas, a vontade deles de ficarem juntos não vence, o que resulta no fatídico dia de suas mortes.

Tristão & Isolda (Lenda) - Graças a uma poção mágica e um grande mal entendido, os dois se apaixonam perdidamente. No entanto, Isolda estava prestes a se casar. Ela de fato se casa, mas nunca esquece de seu amado Tristão. Os dois, então, começam a ter um caso proibido e isso choca todas as pessoas da sociedade medieval da época. Dentre toda a tristeza por não poderem ficar juntos, a morte foi o resultado final deste amor. Tristão morre depois de uma batalha e Isolda morre de tristeza ao vê-lo morto.

Mr. Darcy & Elizabeth (Orgulho e Preconceito, de Jane Austen) - Este é o casal que vive entre tapas e beijos. Com julgamentos errados sobre o outro e alguns obstáculos que ficavam em seus caminhos, esses dois vivem brigando. Briga vai e briga vem, eles não querem admitir que se gostam e que a química entre eles é inegável e totalmente explosiva.

Edward & Bella (Crepúsculo, de Stephenie Meyer) - O típico casal "menina simples conhece o menino mais lindo da escola e se apaixona por ele e vice-versa", apenas com um porém: o menino é um vampiro centenário. O que seria um amor impossível, pois Edward precisa se dividir entre amar Bella e lutar contra o desejo de consumir o sangue dela, acaba tornando-se um amor dependente e quase obsessivo.


Ah, o amor... Lindo de ver e de presenciar, por mais que ele nos faça sofrer e traga as maiores inseguranças que um ser pode ter. Se você não namora, não se desespere e fique em estado de aflição. Quem disse que para ser feliz é preciso estar com alguém, não é? Aproveite a sua liberdade e a sua falta de compromisso, as vezes isso é tão bom. E para quem namora, passe um bom dia com o seu amado, mas não se esqueça que o dia dos namorados não passa de uma data comercial. Os outros dias do ano é que servem para demonstrar o que você de fato sente pelo seu companheiro.

Espero que vocês, leitores, tenham gostado desta pequena lista. Há milhares de casais por aí que mereciam entrar na lista, mas é difícil lembrar de todos, ainda mais quando existem tantos.


Deixe um comentário e transborde o amor! ♥ (brinks!)

Beijos :)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

#Divagando | A influência da literatura estrangeira

Imagem: We Heart It.com

Dando uma volta por sites de algumas editoras, percebi como alguns jovens autores brasileiros possuem a forte influência da literatura estrangeira na sua maneira de escrever e de situar suas tramas. Os personagens possuem nomes estrangeiros, há termos estrangeiros, os lugares são estrangeiros... Tudo é estrangeiro, não há quase nenhuma identificação brasileira.

Por que aquele personagem que estuda numa universidade norte-americana não pode estudar numa universidade brasileira? É careta? É sem graça? Não tem a mesma "magia"? E por que aquele personagem não pode possuir características brasucas? É feio? Não chama a atenção?

É claro que cada um faz o que quiser com a sua história, afinal, é sua mesmo. Mas não seria bem mais fácil escrever sobre a realidade e a cultura em que o próprio autor está inserido? Os leitores não se sentiriam mais próximos dos personagens, tendo uma identificação muito mais rápida?

Acredito que é inevitável não ter a influência da literatura estrangeira, ainda mais com a internet, porém ainda sou dessas que pensa que seria fantástico se os autores pegassem essa influência e dessem uma cara mais brasuca, fazendo um releitura daquela realidade para a nossa. Há alguns escritores que fazem e fizeram isso, como o português Eça de Queirós, por exemplo, que escrevia com perfeição sobre a realidade da sociedade portuguesa do século XIX. Apesar de muito citar obras de outros países e até mesmo mostrar que preferia mil vezes outras culturas do que a sua, ele não deixava de unir a cultura portuguesa com as culturas inglesa e francesa. Ele sabia misturá-las e dar uma nova cara, fazendo o seu próprio estilo de escrita. 

Isso me fez lembrar do movimento modernista no Brasil, que pregava a "Antropofagia", termo que nada mais queria dizer: "Pegue aquilo de bom que há lá fora e traga para a nossa realidade. Não ignore a literatura estrangeira, mas também não a imite!". Claro que não com essas palavras, mas bem próximo a isso.

O que eu quero dizer é: Por que tentar se igualar tanto com a forma de escrever dos gringos? Se igualando dessa forma, os livros ficam cada vez mais parecidos, sem muitas novidades - por mais que os enredos sejam distintos - e com zero de originalidade.

Parece que os livros com mais cara de brasileiro são aqueles que pretendem atingir um público infanto-juvenil. Mesmo que eu só tenha passado perto desses livros algumas vezes, eu pude perceber a grande aproximação que eles têm com a nossa realidade - a começar pelos nomes e lugares onde as histórias são ambientadas.

Enfim, esse foi só mais um post feito para meus devaneios malucos. Talvez alguém concorde comigo, talvez não. Estamos aqui para discutir.

Então, me diz aí: O que você acha?

Beijos :)

domingo, 13 de maio de 2012

#Especial dia das mães: Os vários tipos de mães

"Mãe é tudo igual". Quem nunca ouviu essa frase? Apesar de a maioria das mães possuírem algumas coisas em comum, há inúmeras outras coisas que as fazem ser diferentes e marcantes. Independente disso, uma mãe deve ser aquela que ampara, cuida, educa, dá amor e carinho ao seu filho. Por isso, em comemoração ao dia das mães, resolvi fazer um post mostrando os vários tipos de mães, tanto da literatura quanto do cinema e da televisão. 

As mães na literatura

Lilian Potter (Série Harry Potter): A mãe lutadora - Para salvar o filho das garras de Lord Voldemort, lutou até o fim para que o maior inimigo dos bruxos não fizesse mal ao filho dela. Lilian ofereceu sua vida em troca da vida de Harry, salvando-o.

Molly Weasley (Série Harry Potter): A mãe-urso - É uma mulher muito carinhosa e zelosa e fica no pé dos filhos para que eles se comportem bem. É forte, guerreira e preocupada com o bem-estar da família, a quem defende com unhas e dentes. 

Renée Dwyer (Saga Crepúsculo): A mãe-criança - Meio avoada e até mesmo sem muita maturidade, ela cuidou sozinha da filha quando decidiu se separar do marido. Por comportar-se como uma pessoa mais jovem, acabou sendo uma espécie de "filha" para Isabella Swan, sua filha, quem cuida mais dela do que ela a si própria.

Brooke Cavendar (Derby Girl): A mãe ausente - Não liga para os gostos das filhas, vindo então a impor os seus. É obcecada por concursos de beleza e acaba jogando suas frustrações em suas filhas.

Dona Benta (O Sítio do Pica-pau Amarelo): A mãe-avó - Senhora carinhosa, bondosa e amorosa. Cuida dos seus netos, Narizinho e Pedrinho, como se fossem seus filhos e os ajuda na maioria das situações.

As mães no cinema

Sara Fitzgerald (Uma Prova de Amor, 2009): A mãe cuidadosa - Ela é capaz de fazer e dar tudo pela saúde de sua filha que sofre de leucemia aguda. Para mostrar que sempre estará ao lado da filha e a apoiará no período do tratamento, Sara raspa todo o cabelo.



Michaela Odone (Óleo de Lorenzo, 1992):  A mãe guerreira - Quando seu filho é diagnosticado com uma doença degenerativa que não tem nenhuma forma tratamento, ela faz de tudo para encontrar a cura. Faz pesquisas por conta própria sobre a doença e possíveis formas de tratamento, até achar uma fórmula que faria seu filho viver por mais tempo. 



Leigh Anne Tuohy (Um Sonho Possível, 2009): A mãe zelosa - Ela tinha uma vida maravilhosa, era uma esposa dedicada e uma mãe maravilhosa. Quando fica sabendo sobre a vida de Big Mike, um rapaz negro e sem lar, ela decide adotá-lo e fazer de tudo para que Mike alcance todos os sonhos dele, indo contra toda a sociedade alta e preconceituosa.




Jacey Jeffries (Mãe aos Dezesseis, 2005): A mãe adolescente - Depois que fica grávida aos 16 anos, decide ficar com o seu bebê, vindo então a passar por várias dificuldades, não só pela falta de comunicação com sua mãe, mas também o preconceito que enfrenta por ter tido um filho na adolescência.



Christine Collins (A Troca, 2008): A mãe confiante - Assim que seu filho desaparece num dia comum, ela começa a procurar ensandecidamente por ele, sempre tendo esperança que um dia ele apareceria. Ela passa por perigos, mas nunca desiste.


Telly Paretta (Os Esquecidos, 2004): A mãe persistente - Depois que seu filho some num acidente de avião, fica deprimida e atormentada, fazendo com que as pessoas a sua volta se preocupassem com ela. Quando começam a falar que seu filho nunca existiu, ela tenta a todo custo provar a todos que seu filho existe e que ela própria não está louca. Assim ela entra em uma grande busca para saber o paradeiro do filho.







As mães na televisão

Dona Nenê (A Grande Família): A mãe atrapalhada - Para defender a família ela é capaz de tentar resolver as coisas do seu jeito, o que a faz sempre se meter em muitas trapalhadas. É a típica dona-de-casa que gosta de ver a família reunida.



Jay Kyle (Eu, a Patroa e as Crianças): A mãe complexada - Depois que perde seu emprego, passa a ser dona-de-casa, o que a deixa preocupada em perder sua independência. Ela está sempre se preocupando com a aparência e com o quilos a mais que ganha com as confusões e estresses da família.



Rochelle (Todo Mundo Odeia o Chris): A mãe estressada - Ela é super sincera quando tem que botar juízo na cabeça dos filhos Chris, Drew e Tonya. As vezes é severa e dura, mas no fundo, com seu gênio forte, ela ama e educa os filhos da forma que pode. É "pobre soberba", sempre se preocupando com o que as pessoas vão achar a seu respeito.


Dona Florinda (Chaves): A mãe protetora - A qualquer situação ela está a postos para proteger o seu filho, Quico, e bater em quem ousar mexer com ele. As vezes defende e passa a mão na cabeça do filho mesmo quando ele está errado e ela tem noção disso.



Evelyn Harper (Two and a Half Men): A mãe megera  - Seus filhos, Charlie e Alan, estão sempre correndo dela. Apesar disso, ela tem uma forma meio torta de amar os filhos, mesmo que seja sincera demais a ponto de apontar as frustrações de cada um, principalmente Alan.


Lorelai Gilmore (Gilmore Girls): A mãe-amiga - Teve sua filha, Rory, muito cedo, por isso as duas possuem uma relação muito aberta para conversas de variados temas, fazendo assim com que elas pareçam mais amigas do que mãe e filha. É uma mulher de um grande senso de humor e de espírito livre.








Foi até um pouco complicado de lembrar de todas essas e, provavelmente, eu estou esquecendo de alguma importante. É bem capaz de eu começar a me lembrar depois que este post for ao ar, mas tudo bem, vou dar uma trégua ao meu cérebro, rs. Se você se lembra de alguma, me fale nos comentários :)

Enfim... Hoje dê um grande abraço naquela que esteve sempre de braços abertos para lhe amparar e diga a ela o quanto você a ama. As palavras e os gestos de carinho valem mais do que qualquer presente, pois o presente, um dia, pode estragar, mas as palavras de amor permanecerão nas lembranças.

FELIZ DIA DAS MÃES!

Beijos :)